quinta-feira, 1 de novembro de 2012

Relatoria do VII Fórum Brasileiro de Educação Ambiental - Encontro Paralelo de Educomunicação


O Encontro Paralelo de Educomunicação, organizado pela educomunicadora Débora Menezes, aconteceu dias 28 e 29 de março de 2012, durante o VII Fórum Brasileiro de Educação Ambiental. Veja abaixo relatoria de Daniele Próspero sobre o encontro.

Palestrantes:

  • Ismar de Oliveira Soares é mestre e doutor em Ciências da Comunicação pela Universidade de São Paulo (USP), onde atualmente coordena a licenciatura em educomunicação e, desde 1996, o Núcleo de Comunicação e Educação da Escola de Comunicações e Artes (NCE-ECA). Promoveu, entre outros, os projetos Educom.TV, curso on line para dois mil professores do Estado de São Paulo, e Educom.Rádio, formando 11 mil professores e alunos paulistanos para o uso do rádio na escola.
  • Renata Maranhão é especialista em Recursos Hídricos da Agência Nacional de Águas (ANA) e atualmente gerente de projetos da Secretaria de Articulação Institucional e Cidadania Ambiental do Ministério do Meio Ambiente (SAC – MMA).
  • Gracia Lopes Lima é doutora em educação e mestra em Ciências da Comunicação pela Universidade de São Paulo (USP). Sócia-fundadora do Instituto GENS de Educação e Cultura, co-responsável pelo Projeto Cala-Boca Já Morreu. É consultora em educomunicação para o Programa de Juventude e Meio Ambiente do Ministério da Educação e do Ministério do Meio Ambiente.
  • Silvio Marchini, biólogo pela Universidade de São Paulo, mestre em ecologia pela Universidade do Missouri (EUA) e PhD em conservação da vida silvestre pela Universidade de Oxford. Desenvolve o curso “Como entender e influenciar comportamentos humanos que afetam o meio ambiente”.
  • Lara Moutinho da Costa é mestre em psicossociologia de comunidades e ecologia social pela Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ) e superintendente de Educação Ambiental da Secretaria de Estado do Ambiente do Rio de Janeiro.

Coordenação mesa: Débora Menezes, Sucena Resk, Daniele Próspero, Vivian Battaini, Camila Doretto
Relator: Daniele Próspero
Número de participantes: 60 no primeiro dia, 30 no segundo dia


1 - Desenvolvimento da atividade: registro das principais ideias apresentadas pelos palestrantes, perguntas apresentadas quando houver sessão de perguntas.

Dia 28/03 - Manhã
A visão da educomunicação e a interface com a educação ambiental 

Cerca de 60 pessoas estiveram presentes na atividade de abertura do Encontro Paralelo de Educomunicação, realizada na manhã do dia 28, em Salvador, durante o II Fórum Brasileiro de Educação Ambiental. A proposta da atividade foi iniciar o debate sobre a interface entre educomunicação e a educação ambiental e discutir seus avanços e desafios.

O professor Ismar de Oliveira Soares, do Núcleo de Comunicação e Educação da Escola de Comunicações e Artes da USP, abriu o encontro falando a respeito da relação da academia e o papel da reflexão teórica na educomunicação e a educação ambiental. Soares enfatizou que a educomunicação não é uma criação da Universidade, mas que ela sistematiza uma prática, que foi fruto do movimento latino-americano de resistência dos anos 50, 60, 70 para o direito à informação. O professor relembrou ainda a pesquisa realizada pela USP que identificou as práticas que estavam sendo desenvolvidas e pesquisadas por muitos estudiosos, como Mario Kaplun, Francisco Gutierrez, Martin Barbero, Guilherme Orozco, Jorge Huergo, Luis Braga, entre outros.

“Ao sistematizar essas práticas, o objetivo é garantir que essas iniciativas ocupem um espaço efetivo na sociedade, beneficiando o maior número possível de pessoas”, destacou o professor. O momento atual é de garantir que essas experiências, que tiveram as ONGs como pioneiras e que vem conquistando muitos resultados, se transformem em políticas públicas, como ocorreu com o Educom.Rádio.

De acordo com Soares, “estamos vivendo neste instante, um grande momento da educomunicação”, com a comemoração da “década da educomunicação em São Paulo”, a criação de cursos de formação (como a Licenciatura em Educomunicação da USP e o Bacharelado na Universidade Federal de Campina Grande), além da multiplicação de iniciativas que vem sendo desenvolvidas no âmbito da educação formal e não-formal.

Renata Maranhão, gerente de projetos do Departamento de Educação Ambiental do Ministério do Meio Ambiente, enfatizou a inserção da educomunicação em políticas públicas e o que vem sendo feito no âmbito da educação ambiental. Segundo Renata, o início dessa aproximação ocorreu em 2004, quando o Ministério criou um sub-programa de educomunicação socioambiental e, desde então, algumas ações vem sendo desenvolvidas. “A comunicação ambiental do ProNEA não poderia ser outra senão de educomunicação.
Assim, são trabalhadas questões como a importância de se criar os ecossistemas comunicativos e a gestão participativa dos meios de comunicação. Ela é fundamental em todos os aspectos”, destacou.

Segundo Maranhão, o papel da educomunicação é promover a formação para atuação em coletivos e estruturas educadoras, fortalecendo as temáticas socioambientais, além de possibilitar à totalidade da população o acesso à informação socioambiental e mobilizar a produção interativa de conteúdos.

Atualmente, de acordo com a gerente do Ministério, o PPA de 2012-2015, no Programa 2045 no Licenciamento e Qualidade Ambiental, já previu a realização de oficinas, cursos, formação para o desenvolvimento de processo de educomunicação. O Programa Nacional de Educação Ambiental e Agricultura Familiar também prevê algumas ações, como o mapeamento das boas práticas e disseminação por meio de vídeos, assim como o apoio a editais para registro de experiências em diversas linguagens.

Outra proposta do MMA é qualificar e ampliar a abordagem da mídia com relação às Unidades de Conservação (UC), estimulando a ampliação de processos educomunicativos relacionados com a temática. Já no Plano Nacional de Resíduos Sólidos, há a proposta da implementação de uma Estratégia Nacional de Comunicação e Educação Ambiental em Resíduos Sólidos, com mapeamento de experiências e definição de estratégias de EA e comunicação social.

Atualmente, há ainda outras ações como o Circuito Tela Verde e o Projeto Nas Ondas do São Francisco.


“Estamos redefinindo nossas políticas e temos a preocupação que a educomunicação fortaleça as nossas políticas”, destacou Maranhão.

No Rio de Janeiro, a Secretaria de Estado de Meio Ambiente, em parceria com a Secretaria de Educação e de Ciência e Tecnologia, também desenvolveu algumas iniciativas, como o Programa Nas Ondas do Ambiente, que teve início em 2007. O programa começou como um projeto piloto na cidade do Rio de Janeiro e se
espalhou pelo Estado. 

A primeira ação foi o projeto Radio@escola.com, com a realização de programas de rádio sobre questões socioambientais na escola. Hoje, o programa conta com o projeto Nas Ondas da Mata Atlântica, Rádio Quintal, Rede de Comunicadores, Rádio Mulheres da Paz/Complexo do Alemão, Rádio Quilombo e Rádio Guarani. 

De acordo com Lara Coutinho, da Secretaria do Meio Ambiente, os programas são construídos a partir da realidade socioambinetal das comunidades e, a partir daí, são definidos os temas gerados para serem trabalhados nos programas de rádio.

Por meio da parceria com Universidades locais, o Programa oferece diversas oficinas de capacitação inicial tanto sobre a temática socioambiental quanto para as técnicas de rádio e audiovisual, além de formações de acompanhamento das ações. 

Segundo Lara, a diretriz para as ações é a participação qualificada para o
controle social da gestão ambiental. “Se não empoderar o movimento, que diferença fez essa política pública?”, provocou o grupo.

Gracia Lopes Lima, do projeto Cala-Boca Já Morreu, também trouxe uma provocação aos participantes do Encontro, perguntando que tipo de educação estamos desenvolvendo quando falamos de educomunicação e qual educação queremos. A educadora lembrou que há ainda organizações e pessoas que praticam educomunicação com equívocos e é preciso ter coerência entre o discurso e a prática para evitar que isso ocorra.

“Muitos fazem vídeo por fazer vídeo. Enche o Youtube de vídeos e chama isso de produção. Acaba por reproduzir e deixam de ser autônomos”, questionou. É preciso, segundo Gracia, criar espaços de formação e vivência das pessoas que vão se colocar para falar sobre educomunicação para qualificar os processos.

Para Silvio Marchini, da Escola da Amazônia, a primeira pergunta que o educomunicador tem que fazer, então, é: “Que comportamento eu quero mudar? Quais são as causas desse comportamento?”. E, a partir daí, a educomunicação pode contribuir de forma mais efetiva na prevenção e a resolução destes problemas.

“Conhecer os sentimentos significa conhecer o público e ai beneficiar o meio ambiente. Isso deve ser o ponto de partida para qualquer ação para a educação ambiental e comunicação”, comentou.


28/03 - Tarde – Relato de experiências em educomunicação
O Encontro Paralelo de Educomunicação, promovido no II Fórum Brasileiro de Educação Ambiental, promoveu uma tarde intensa de trocas de experiências, no dia 28 de março. Educadores, gestores públicos e comunicadores puderam compartilhar seus aprendizados e desafios vivenciados em projetos, programas e ações em educomunicação que discutem questões socioambientais.


Os relatos apresentados, tanto na educação formal, quanto na educação não-formal, destacaram os resultados interessantes que estas iniciativas têm conquistado a partir de práticas que enfatizam a participação, o diálogo e o protagonismo, conceitos que permeiam a educomunicação.

A diversidade de práticas mostrou o quanto a educomunicação está presente nos quatro cantos do país. Da Bahia, foram apresentadas as experiências desenvolvidas pelo Grupo Artimanha, Tanara e Cipó. O Grupo Artimanha, por exemplo, da cidade de Caravelas, formou um Núcleo de Comunicação Popular, com produção do jornal comunitário “Timoneiro” e o Cine Clube Caravelas, em que a comunidade faz seus próprios filmes,
sobre questões socioambientais da região.

Já a Cipó ajudou a formar uma Agência de Comunicação do Subúrbio, em Salvador, com a participação de 25 jovens, de 14 a 23 anos. Documentário, programas de rádio e fotografias foram algumas das estratégias elaboradas pelos jovens para ajudar a comunidade a conhecer a sua realidade e tentar mudá-la, principalmente em relação à problemática ambiental. Atualmente, outros jovens estão multiplicando a
formação para os demais adolescentes da comunidade.

No Extremo Sul do litoral paulista, a educomunicação é estratégia da Associação Rede Cananéia para incentivar o empreendedorismo de 17 organizações. Os grupos participaram de diversas oficinas a fim de descobrir sua identidade e criar formas de empreendedorismo dentro de suas entidades. Entre as atividades, também planejaram comunicação para estes grupos, que atualmente contam com blogs, informativos e
vídeos sobre o seu trabalho. 

Além de organizações não-governamentais, outros educadores, como Paulo Diaz Rocha, da USP, compartilhou sua prática, em que a fotonovela ganha um espaço privilegiado para discutir questões como transporte, alimento, lixo e reciclagem. O trabalho, que começou em 1996, já gerou 20 fotonovelas em diferentes locais.

No espaço escolar, Luciano Machado, da Secretaria de Meio Ambiente de São José dos Campos, interior de São Paulo, trouxe para o grupo a experiência do audiovisual no Programa Revitalização de Nascentes. Os alunos fizeram com os professores um resgate sobre o trabalho de revitalização das nascentes a partir de vídeos. O resultado foi a realização de duas mostras de vídeos ambientais na cidade. 

Outra educadora ambiental que apresentou seu trabalho foi Vivian Battaini, que desenvolveu um projeto com quatro cidades da Bacia Hidrográfica do Corumbataí. Diversas oficinas envolvendo a educomunicação e questões ambientais da região foram desenvolvidas nas escolas e o resultado foram jornais e fanzines, que permitiram aos alunos discutir o pertencimento ao local em que vivem.


As práticas de participação e engajamento das comunidades têm ganhado espaço também em outros países, como o projeto compartilhado pela jornalista Fernanda Baumhardt. Ela desenvolveu na África um projeto, junto com a Cruz Vermelha, de “vídeo participativo”. A proposta é que as comunidades possam trocar experiências entre si sobre como enfrentar as mudanças climáticas por meio de vídeos. A iniciativa está sendo levada agora para a Índia, Egito e Etiópia.



Houve alguns momentos de debate durante as falas dos presentes, que apontaram vários desafios da educomunicação em suas experiências. Entre elas: a falta de recursos financeiros para projetos, especialmente no que se refere à continuidade dos mesmos nas comunidades envolvidas; a logística para se trabalhar a comunicação entre comunidades que são muito distantes umas das outras e a falta de ferramentas de comunicação para interagir com elas; a falta de mobilização da comunidade para as ações coletivas; o não relacionamento da equipe ou do projeto com a comunidade onde as ações serão 
desenvolvidas; a cultura local, que muitas vezes entra em conflito com os objetivos de um projeto; e o grande desafio que é promover a interdisciplinaridade, base da educação ambiental, o que nem sempre ocorre nas experiências envolvendo educomunicação e EA.

Também houve um questionamento sobre o posicionamento de patrocinadores de projetos envolvendo educomunicação, que interferem, muitas vezes de forma negativa, sobre as produções educomunicativas desenvolvidas pelos alunos e participantes, ao impôr o uso de logomarcas e outras regras comuns ao patrocínio de projetos. 

Alguns presentes lembraram a necessidade de uma conduta diferenciada, por parte
das empresas patrocinadoras, em relação a projetos de educomunicação – e educativos, em geral.

É grande a preocupação dos presentes em relação a gestão de projetos de educomunicação, preocupação essa generalizada entre os gestores de projetos de educação ambiental. Porém, a compreensão pedagógica da educomunicação não foi tão citada. Um caminhar que mostra, como principal desafio que transpareceu no encontro, a necessidade de uma formação continuada em educomunicação, para que os educadores
ambientais compreendam melhor esse campo e atuem de forma transversal nos projetos e programas de EA, utilizando as dimensões da educomunicação (para ampliar a expressão das pessoas envolvidas e de grupos humanos e garantir o direito a informação e às novas tecnologias que possibilitam a difusão de conhecimento e a mobilização em rede) como base para a elaboração destes projetos e programas, e não apenas considerando a educomunicação como metodologia para a produção coletiva de ferramentas
midiáticas como jornais, videos, programas de rádio.


Dia 29/03 – Café com Prosa
A partir do que foi exposto e debatido no primeiro dia de encontro, foi organizada uma dinâmica de painéis rotativos, onde todos os presentes puderam desenvolver as questões colocadas sobre educomunicação e sua interface com a educação ambiental.

A seguir, o resultado dos painéis:
O QUE É EDUCOMUNICAÇÃO E COMO SE DÁ SUA RELAÇÃO COM A EDUCAÇÃO AMBIENTAL?



Þ Participativa / democrática;
Þ Alunos agentes produtores do seu espaço comunicativo;
Þ Se sintam sujeitos;
Þ Desafio: educação autoritária;
Þ Objetivo: exercício da cidadania, construção conjunta; por isso a Educomunicação está vinculada à Educação Ambiental.
Þ Dúvidas: quanto a estética dos materiais produzidos e as formas de veiculação;
Þ A Educomunicação se confronta com a mídia de massa;
Þ É preciso o olhar crítico da fala do outro;
Þ Como saber a dose certa entre a Comunicação e a Educação (provocação);
Þ Educomunicação: dar visibilidade aos trabalhos de Educom;
Þ Utiliza vários veículos.

EDUCAÇÃO AMBIENTAL / EDUCOM
Þ O próprio ambiente interno e o ambiente comum;
Þ Comunidades, técnicos, gestores, todos devem estar envolvidos;
Þ É uma expressão da sociedade civil; um instrumento de conscientização e sensibilização ambiental e social;
Þ Ferramenta para capacitar as pessoas para seguirem com as próprias pernas;
Þ trabalho de formiguinha;
Þ O desafio maior: a Educomunicação com adultos;
Þ Educação aberta para esclarecer a sustentabilidade;
Þ Um termo pouco difundido nas universidades;
Þ Falta informação sobre o conceito e precisa ser difundido;
Þ Forma colaborativa, escolha coletiva;
Þ Dar poder de voz para lutar pelos espaços;
Þ Forma de intervenção social, uma prática política pelos meios de comunicação social para fortalecer indivíduos e grupos;
Þ Desde os anos 70 esse termo já é utilizado;
Þ Educação Ambiental – se relaciona com a Educomunicação no construir coletivo;
Þ Visão crítica das relações com os problemas ambientais;
Þ Fonte: Educomuicação Ambiental (MMA) – desde 2004;
Þ Visa o protagonismo social;
Þ A Educomunicação desorganiza o espaço tradicional na escola formal (ex: é transdisciplinar);
Þ Desafios: ser dialógica, inclusiva, não é só uma questão de uso das ferramentas;
Þ Nem toda Educação é Educação Ambiental;
Þ Começou lá atrás com Paulo Freire;
Þ Proposta: elementos teóricos que ajudam na formação do cidadão e seu compromisso com a vida humana;
Þ Instrumento e ferramenta de diálogo que interfere nas mudanças, tem poder transformador;
Þ Não fazem “para”, mas com a comunidade;
Þ multiliderança que se liga e legitima pelas bases;
Þ Se tivesse Educação na essência, não precisaria haver as fragmentações “ambiental” e “popular.

QUAIS OS DESAFIOS ENFRENTADOS PELA EDUCAÇÃO AMBIENTAL NA EDUCOMUNICAÇÃO?

Þ Falta de estrutura: material didático (sala verde), tela verde (data show, vídeos, filmadora), espaço físico e financiamento;
Þ Mobilizar a comunidade e dar continuidade: fazer formação, ter pessoas capacitadas (formadores). Proposta: formação continuada de educadores;
Þ Compreensão por parte do comunicador da importância da autonomia do processo educomunicativo pela comunidade;
Þ Tornar a educomunicação mais conhecida e valorizada: levar para locais distantes, educomunicadores saírem de casa, usar a mídia nas comunidades, nas academias, divulgação de projetos exitosos
Þ Ter equipes interdisciplinares;
Þ Tirar a comunidade da apatia: incentivo à multiliderança e ativismo, eventos simultâneos no âmbito nacional;
ÞTrabalhar o profissional que trabalha com educomunicação para o ensino formal;
Þ Rigidez disciplinar nas escolas;
Þ Formar professores com o mesmo respeito que se forma a comunidade de forma continuada, estimular auto-estima;
Þ Ter formação teórico-vivenciais, permanentes com ferramentas e material didático adequados às diferentes realidades;
Þ Desenvolver, executar e gerenciar projetos;
Þ Valorizar e conhecer o público com o qual irá atuar;
Þ Desenvolver metodologia de avaliação e monitoramento;
Þ Educador construir/ desconstruir conceitos, auto-crítica;
Þ Utilizar e se apropriar de uma linguagem acessível;
Þ Diálogo entre comunicadores e educadores ambientais;
Þ Divulgação do processo (não só do produto).

QUAIS AS PROPOSTAS PARA A FORMAÇÃO DE UM EDUCADOR SOCIOAMBIENTAL NA PERSPECTIVA DA EDUCOMUNICAÇÃO?
Þ Deve considerar o homem e a mulher em suas múltiplas relações com o meio;
Þ Deve considerar a interdisciplinaridade;
Þ Deve considerar as diretrizes e princípios das políticas públicas de Educação Ambiental e Educom;
Þ Criar e fomentar espaços onde os educadores possam dialogar e contribuir para a criação de propostas de integralização do currículo;
Þ Ampliar e disseminar conhecimentos para uso das Tics e mídias nos processos educativos na perspectiva da Educom;
Þ Uma formação que considere, valorize e respeite saberes, experiências e fazeres de todos os envolvidos;
Þ Capacitações (cursos, oficinas) específicas para cada veículo de comunicação;
Þ Garantir a práxis (teoria e prática) de forma continuada;
Þ Formação deve abranger os níveis formal, não-formal e informal;
Þ Formação crie espaço de partilha e oportunidade para disseminação dos conhecimentos e produtos do trabalho;
Þ Espaço para diálogo entre pares;
Þ Formação que valorize o cotidiano na perspectiva do sentimento da pertença;
Þ Atualização periódica de tecnologias;
Þ Identificar e mapear os espaços e centros de formação, ampliá-los, fortalecê-los, multiplicá-los e divulgá-los;
Þ Fomentar o ativismo e a participação;






Þ Necessidade de integração e diálogo entre MMA e MEC para criação de programas de EA e Educom;
Þ Formação garanta espaço para a discussão e desenvolvimento de metodologias de avaliação;
Þ Formação utilize metodologias e processos participativos e propositivos, estimulando a autonomia e contribuição dos envolvidos.


COMO AVALIAR A EDUCAÇÃO AMBIENTAL E SUA INTERFACE COM A EDUCOMUNICAÇÃO (PROCESSOS E METAS)?

Þ questionamento sobre o termo AVALIAR: que quer dizer atribuir nota, não cabe na Educom; sugerem o termo INTERPRETAR.
Þ Definição de indicadores: gerenciais (?), ambientais (?), grau de participação e de articulação local, mudanças comportamentais, construído coletivamente, avaliação estética / artística , continuidade (caminhar apís a saída do facilitador).;
Þ Apropriação dos processos e métodos de Educomunicação pelas comunidades e grupos;
Þ Necessidade de formação em Educom;
Þ Avaliar processos e não somente os resultados;
Þ Considerar que EA/Educaom, a história não é linear nem tem um cotidiano permanente;
Þ Pela observação dos comportamentos da comunidade = resultados;
Þ Tranferência (talvez seja melhor o termo Troca) recíproca de conhecimentos;
Þ Usar em conjunto processos qualitativos e quantitativo.


COMO DESENVOLVER UM PROJETO / INICIATIVA DE EDUCOMUNICAÇÃO E EDUCAÇÃO AMBIENTAL COM CONTINUIDADE E GARANTIR COERÊNCIA NOS PROCESSOS EDUCATIVOS?

Þ Avançar na gestão do processo educativo dentro de projetos e programas para que a Educomunicação avance das ações pontuais; os princípios da Educom (direito à comunicação, apropriação do discurso e ferramentas, empoderamento, trabalho em rede) precisam ecoar;
Þ Políticas Públicas: MEC e MMA
Þ Criar estratégias de diálogo entre os educadores ambientais para debater o tema (usando as ferramentas, uma ação em rede que se espalhe – lançar as bases de um encontro nacional (precedendo o encontro com várias campanhas mobilizadoras / objetivo do encontro: Formação!);
Þ Processos formativos motivados pela própria mobilização dos educadores (cada participante do encontro promove seus próprios encontros / rodas de diálogo);
Þ Os educadores ambientais, cientistas do diálogo, tem que procurar cada vez mais se comunicar melhor;
Þ Fomentar o ativismo pró-comunicação – Direito à Voz!
Þ Entender que os projetos devem realizar análise/interpretação de processos e não apenas indicadores de resultados (como produtos produzidos, número de alunos formados, entre outros).
Þ Os projetos têm que prever/garantir que o educador

COMO DAR CONTINUIDADE AO DIÁLOGO E RELAÇÕES CRIADAS DURANTE O ENCONTRO DE EDUCOMUNICAÇÃO?

Þ Criar uma lista de discussão;
Þ Página no Facebook;
Þ Criar um blog Educom.EA no Blogspot (já recurando a memória do Encontro no VII Fórum de Educação Ambiental – ferramentas todas que podem ser utilizadas na organização de próximos encontros presenciais (do local ao global);
Þ Criar no Wikipedia: Educomunicação e Educação Ambiental e Educomunicação Socioambiental (elaboração do conceito a partir da lista de discussão, mas a partir da formação de um grupo de 3 a 4 pessoas para dar início ao
processo);
Þ Articular a manutenção do tema da Educação Ambiental nos eventos de Educomunicação e vice-versa. Já com uma oportunidade em 03/09/2012 no evento da Intercom em Fortaleza;
Þ ABPEducom – Associação Brasileira de Profissionais e Pesquisadores da Educomunicação – grupo de profissionais que está se formando e um alerta aos interessados na adesão para troca de informação e divulgação de seus trabalhos;
Þ Através da lista de discussão e da ABPEducom fomentar a proposta de elaboração de uma legislação específica para a Educomunicação com interface setorial ( ou uma estratégia nacional de Educom);
Þ Criar um cronograma de ações simultaneas entre profissionais que trabalham com Educom em várias regiões do Brasil;
Þ Parcerias com rádios comunitárias para divulgar ações e eventos;
Þ Sair do Encontro com um grupo de pessoas que se comprometam a dar o passo inicial nessas propostas.




2 - Deliberações: (quando houver)
O grupo assumiu a necessidade de um encontro nacional de educomunicação socioambiental, para debater o tema, trazer momentos de auto-formação. Também foi apontada a necessidade de uma melhor articulação entre os educadores ambientais e educomunicadores, e ações mobilizadoras que pudessem manter a rede de participantes ativa. Assim, ficou decidido o breve plano de ações:
Rede/diálogo: entre o grupo formado no encontro, por educom-ea@yahoogroups.com.br, com a missão de cada um também difundir ações em suas redes. Também será criado um blog como repositório de artigos, reportagens, textos, mídias e outros materiais de projetos de educomunicação e de políticas públicas de EA e de comunicação.
Ações simultâneas: cada participante irá ocupar um espaço virtual ou presencial para fomentar o debate sobre educomunicação na educação ambiental até a realização de um encontro nacional, para mobilizar os participantes e fortalecer a auto-formação. Primeira ação: Virada Educom EA na Rio+20 – ações educomunicativas em todo o Brasil para debater o tema.
Encontro Nacional de Educomunicação: a partir da rede e das ações simultâneas, iremos fortalecer o grupo para a mobilização de um encontro ainda sem data definida.






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