sábado, 30 de março de 2013

A educomunicação e suas contribuições na educação integral


Por Daniele Próspero
Daniele PrósperoDiante dos novos desafios da sociedade contemporânea, a educação, cada vez mais, precisa ampliar os espaços, tempos 
e oportunidades educativas, o que busca 
justamente a promoção de uma educação 
integral, ou seja, a formação dos alunos 
nas suas multidimensões. Isso passa, 
necessariamente, pela possibilidade de 
converter-se num espaço privilegiado 
para garantir às novas gerações os conhecimentos e as habilidades 
indispensáveis, para que se comuniquem com autonomia 
e autenticidade.
Sendo assim, não há como não falar em comunicação. Essa 
aproximação entre comunicação e educação se torna essencial. 
É o que chamamos de educomunicação, ou seja, um conjunto 
das ações voltadas ao planejamento e implementação de 
práticas destinadas a criar e desenvolver ecossistemas 
comunicativos abertos e criativos em espaços educativos, 
garantindo, dessa forma, crescentes possibilidades de 
expressão a todos os membros das comunidades educativas.

quinta-feira, 28 de março de 2013

Henry Jenkins: “O maior desafio é eliminar a ideia que as tecnologias farão todo o trabalho por nós”




A seguir, você pode ler a entrevista do pesquisador Henry Jenkins, dos EUA, dada para o livro Educación y tecnologías: las voces de los expertos (2011).
*
Qual papel o Estado deve desempenhar no processo de alfabetização digital?
Na atualidade, a emergência de tecnologias móveis e digitais ocorre de maneira desigual ao redor do mundo. Como muitos autores estão discutindo, as tecnologias encerram um paradoxo: aqueles países que buscam frear a adoção destas novas plataformas e práticas se isolam do desenvolvimento econômico e das correntes de pensamento, ainda que o fluxo de informação provoque mudanças sociais, políticas e culturais que são imprevisíveis.
Já temos visto alguns resultados dessa contradição nos últimos meses, com as dramáticas transformações no mundo árabe, com o crescimento das expectativas de uma geração que, conectada ao mundo global, pressiona as rígidas estruturas de poder e as tradições culturais.

quarta-feira, 27 de março de 2013

O que incomoda na Internet? Insultos, mentiras e coisas feias, dizem crianças portuguesas




Compartilhamos matéria do jornal Público,de Portugal, sobre pesquisa com mil crianças portuguesas incluídas no inquérito europeu EU Kids Online, divulgadas no dia 05/02/2013 por investigadores da Faculdade de Ciências Sociais e Humanas da Universidade Nova de Lisboa, no dia em que se comemorou a Internet Segura.
Pais, crianças e jovens portugueses falaram na primeira pessoa. 
Muitas crianças têm acesso ao computador na escola ou no centro
Pornografia, imagens de violência, contactos de estranhos, referências a drogas e álcool, e imagens de pessoas a abusar de crianças são apenas alguns do conteúdos que crianças e jovens identificam como incómodos na Internet. As respostas de mil crianças portuguesas estão incluídas no inquérito europeu EU Kids Online e são divulgadas esta terça-feira por investigadores da Faculdade de Ciências Sociais e Humanas da Universidade Nova de Lisboa, no dia em que se comemora a Internet Segura.

Presidente da ABPEducom, Ismar de Oliveira Soares é o entrevista do do programa Trajetória, da TV USP

Veja vídeo sobre o presidente da ABPEducom, Profº Ismar de Oliveira Soares, produzido pela TV USP, Programa Trajetória:





 
Nascido em Rezende, no Rio de Janeiro, saiu de casa aos 11 anos para estudar. Formou-se em Historia, Geografia e Jornalismo e é considerado uma das maiores autoridades do país em Educomunicação. É um grande estudioso da imprensa católica e pesquisador do papel da mídia na formação de crianças e jovens. O entrevistado dessa semana é Ismar de Oliveira, professor da Escola de Comunicações e Artes da Universidade de São Saulo. 

terça-feira, 26 de março de 2013

Lançado curso de especialização em Educomunicação e midialogia


Mais uma especialização sobre Educomunicação é lançada no país. "Educomunicação e midialogia" é o curso lançado pelo Correio Escola Multimídia em parceria com a Unisal. veja abaixo notícia veiculada no blog do Correio Escola Multimídia explicando o curso:
O Correio Escola Multimídia, programa de Jornal e Educação desenvolvido pelo Correio Popular, de Campinas/SP, lançou neste ano um novo curso: Educomunicação e Midialogia, em parceria com o Unisal. O curso agora é uma especialização, ou seja, uma pós-graduação, reconhecida pelo Ministério da Educação (MEC). 
Assim que lançamos o curso e começamos a divulgação, recebemos alguns questionamentos sobre o que seriam "educomunicação" e "midialogia". Vamos lá: a educomunicação é um campo novo, que vem crescendo no últimos 15 anos, principalmente a partir da criação de um curso de graduação na área na Universidade de São Paulo (USP). Essa área se propõe a pensar as relações entre meios de comunicação de massa e a educação, algo que já vem sendo praticado há muitos anos e valorizado por vários teóricos da educação, entre eles Anísio Teixeira, já na década de 1930.
A educomunicação pretende não só ser uma reflexão teórica sobre essas relações possíveis entre educação e comunicação como também propor a prática em escolas ou em ambientes de educação não formal e informal. Nos últimos anos, a reflexão envolve, principalmente, a convergência das mídias e o impacto dos meios digitais nas formas mais tradicionais de comunicação de massa, como o jornal, a revista, a televisão e o rádio. Sem preconceitos, a área pretende preparar professores para que possam usar todas essas mídias a seu favor, inclusive, criando mais proximidade com os seus alunos. Não há como conceber hoje um aluno e um professor que estejam dissociados do cotidiano.
A midialogia, por outro lado, é um campo mais teórico. No entanto, é a partir dessas reflexões, que envolvem teorias da comunicação, filosofia, semiótica, sociologia, linguística, jornalismo e outras áreas, que se torna possível uma reflexão consciente do que as escolas podem fazer com a comunicação em suas salas e como o professor pode ter elementos para uma leitura crítica frente à mídia, oferecendo subsídios para isso também aos seus alunos. Ou seja: enquanto a educomunicação pretende criar elos entre duas áreas e, com isso, produzir a prática, a midialogia oferece todo o legado de anos de teorias e filosofias relacionadas às leituras da mídia. Os dois campos, assim, se completam, afinal, a prática sem teoria não se sustenta. Por outro lado, a teoria sem prática é inócua.

Seminário internacional na USP debate a supervisão da comunicação


















Será realizado, entre os dias 15 e 18 de abril, na ECA-USP, o Seminário Internacional Comunicação e Controle. Com coordenação da Profª Drª Mayra Rodrigues Gomes, docente do Departamento de Jornalismo e Editoração da ECA-USP, o evento é uma realização do Observatório de Comunicação, Liberdade de Expressão e Censura (Obcom) e tem como proposta colocar em debate os mecanismos de controle da produção cultural e da opinião pública.

Entre os assuntos em foco, estão a classificação etária utilizada para controle da audiência de produções culturais, o papel da mídia em relação a questões de gênero e sexualidade e o impacto político do desenvolvimento digital.

São destaques da programação, além das mesas de discussão com pesquisadores brasileiros, professores estrangeiros vindos da Alemanha (Markus Wiemker), Austrália (Catherine Driscoll), Inglaterra (Athina Karatzogianni) e França (Marie-Hélène Bourcier). O seminário pretende, dessa maneira, abordar as várias formas de controle da cultura e da comunicação existentes hoje em diferentes países.

O evento terá tradução simultânea e será transmitido ao vivo na internet pelo IPTV USP. Para participar, é necessário se inscrever gratuitamente no site www.eca.usp.br/obcom.

Entre liberdade e interdição
Embora os órgãos estatais de censura tenham sido abolidos pela Constituição de 1988 e a liberdade de expressão seja reconhecida como direito fundamental no Brasil, restam ainda hoje dispositivos supervisores, instâncias não formalizadas de controle e pressões econômicas que podem interferir no livre trânsito de informação.

É marcante, em nossos dias, um constante embate entre Estado e opinião pública em torno da classificação dos produtos culturais e da regulamentação dos meios de comunicação, trazendo à tona a questão dos limites da censura, entre medida de administração da vida em comunidade e medida de controle político. É este o caso da classificação indicativa do Ministério da Justiça ou de solicitações que emergem da esfera privada para solicitar junto ao poder judiciário o bloqueio da circulação de determinadas informações.

Nesse cenário, torna-se fundamental refletir sobre os entraves, condições e garantias do exercício da livre expressão existentes não apenas em nosso país, mas também em outros espaços democráticos para além do Brasil.

Serviço
Seminário Internacional: Comunicação e Controle
Local: Auditório Freitas Nobre, Departamento de Jornalismo e Editoração (CJE) - Prédio 2 da Escola de Comunicações e Artes da USP, Cidade Universitária - Butantã - São Paulo/SP
Abertura do evento a ser realizada no Auditório Lupe Cotrim, Departamento de Comunicações e Artes (CCA) - Prédio 1 da ECA-USP.
Data: 15 a 18 de abril
Custo: gratuito
Inscrições (vagas limitadas): www.eca.usp.br/obcom
Mais informações: (11) 3091-1607 | comunicacaoecontrole@gmail.com | www.eca.usp.br/obcom

Programação completa
15 de abril
17h - Abertura (Auditório Lupe Cotrim)
Perfomance de mímica com o grupo Refinaria de Theatro
18h30 - Coquetel

16 de abril
Perspectivas interculturais: supervisão e classificações
14h - Catherine Driscoll, Universidade de Sydney, Austrália
Antonio Hohlfeldt, Pontifícia Universidade Católica – RS, Brasil
Coordenação: Mayra Rodrigues Gomes, OBCOM e ECA/Universidade de São Paulo
16h - Markus Wiemker, Universidade RWTCH AACHE, Alemanha
Adilson Citelli, ECA/Universidade de São Paulo
Coordenação: Andrea Limberto, OBCOM e ECA/Universidade de São Paulo

17 de abril - Jogos de poder: controle e opinião pública
14h - Marie Hélène Bourcier, Universidade Charles-de-Gaulle, Lille III, França
Mayra Rodrigues Gomes, OBCOM e ECA/Universidade de São Paulo
Coordenação: Roseli Fígaro, OBCOM e ECA/Universidade de São Paulo
16h - Athina Karatzogianni, Universidade de Hull, Reino Unido
Cristina Costa, OBCOM e ECA/Universidade de São Paulo
Coordenação: Ivan Paganotti, OBCOM e ECA/Universidade de São Paulo

Dia 18 - Encontros de pesquisa
14h às 18h
Eduardo Hidalgo, OBCOM e Universidade Estadual Paulista
Bárbara Heller, OBCOM e Universidade Paulista
Walter de Sousa, OBCOM e Universidade de São Paulo
Antônio Reis, OBCOM e Universidade de São Paulo
Coordenação: Ferdinando Martins, OBCOM e Universidade de São Paulo
16h - Painel aberto sobre Liberdade de Expressão e Censura

Lançada a edição nº 40 da Revista Comunicar, sobre Juventude e Interatividade

Revista Comunicar 40

Edição de março da Revista Comunicar é lançada na Espanha (nº 40, vol. XX, março de 2013), com textos sobre juventude e interatividade.
Produzida pela Universidade de Huelva (cidade que fica a poucos quilômetros de Sevilha, no sul da Espanha), e dirigida pelo Prof. Ignacio Aguadeda publicação é considerada a melhor dentre os periódicos voltados para a relação comunicação/educação em todo o mundo.
Os artigos podem ser acessados de maneira íntegra e gratuita no endereço: www.revistacomunicar.com
(Dica de leitura do CCA/ECA/USP)

quinta-feira, 21 de março de 2013

Teaching youth about marketing and consumerism focus of Media Literacy Week 2013



MediaSmarts and the Canadian Teachers’ Federation (CTF) are pleased to announce that marketing and consumerism will be the focus of Canada’s eighth annual Media Literacy Week, to be held November 4-8, 2013.


The official theme of the week: “What’s Being Sold: Helping Kids Make Sense of Marketing Messages”, will encourage educators and parents to talk to children and teens about the marketing they encounter on a daily basis.


“Young people are surrounded by advertising everywhere they turn and on an increasing number of platforms,” says Cathy Wing, MediaSmarts Co-Executive Director, “It’s important that we help them recognize when they’re being marketed to and how to understand the messages that are targeting them.”

During the week a variety of activities will take place across the country to raise awareness of marketing issues that affect children and teens including body image, online marketing, food advertising and tobacco and alcohol marketing.

CTF President Paul Taillefer adds: “As teachers, we see first-hand how advertising influences the manner in which students perceive themselves and the world around them. As a national teacher organization, we believe in helping students develop a critical eye with respect to media advertising which will help them make wise and healthy decisions".
The goal of Media Literacy Week is to promote the importance of digital and media literacy education in Canadian homes, schools and communities.

MediaSmarts and the CTF are pleased to welcome back YouTube as the 2013 Gold Sponsor of Media Literacy Week.

To find out how to get involved or become a sponsor of the week, visit: http://www.medialiteracyweek.ca/

Fonte: http://www.ctf-fce.ca/Newsroom/news.aspx?NewsID=1983986782&lang=EN

Em defesa da democracia


Por: 
Suzana Varjão*

Marco do debate sobre o campo midiático, o seminário Infância e Comunicação – Direitos, Democracia e Desenvolvimento expôs desafios e tendências mundiais da luta pela harmonização de direitos no vasto “ecossistema” comunicacional. Mas uma das mais marcantes características do fórum global, realizado na capital brasileira entre 6 e 8 deste mês de março, foi a defesa incondicional do Estado Democrático de Direito.
A defesa partiu de falas oriundas de diferentes partes do mundo: Europa, Américas, África, Oceania. Vozes que afirmaram a inexistência de contradição entre a defesa da liberdade de expressão e a defesa de direitos – não só de crianças e adolescentes, mas de grupamentos humanos em geral. E demonstraram que estes dois campos de batalha não são incompatíveis entre si, nem com o regime democrático.
A noção de direito é também noção de limite, porque o direito é prerrogativa que se exerce dentro de limites.

A assertiva é do titular do Ministério da Justiça do Brasil. Em consonância com o pensamento de diversos especialistas internacionais reunidos no encontro, José Eduardo Cardozo argumentou que quando há choque no exercício de direitos, é necessário estabelecer limites para um e para outro, referindo-se às prerrogativas do direito à comunicação/expressão e dos direitos de crianças e adolescentes, ambas previstas na Constituição Federal.

Papel do Estado
Na mesma linha de raciocínio, o Secretário Nacional de Justiça, Paulo Abrão, disse que a sociedade brasileira não admite nem o dirigismo estatal, nem o discurso do ultra liberalismo – este, configurado no “argumento radical de que proteção de crianças é função exclusiva dos pais”, ignorando o grande contingente que não consegue acompanhar o cotidiano dos filhos, não por negligência, mas por necessidade de sobrevivência.

Os posicionamentos das autoridades brasileiras reafirmaram o papel complementar – e indispensável – do Estado na estruturação de sistemas mistos de governança para o campo midiático. Papel igualmente ressaltado por diferentes conferencistas, que expuseram a insuficiência dos mecanismos de autorregulação para harmonizar direitos nesta complexa arena, ressaltando, ainda, a necessidade de fiscalização da sociedade civil.

Abrindo o ciclo de debates no Brasil, a ANDI – Comunicação e Direitos e seus parceiros promoveram uma seção especial no Parlamento, um dia antes da abertura oficial do seminário. E as falas não diferiram muito em relação à importância da presença do Estado no “ecossistema regulatório”, expondo “a alegria de se abrir os trabalhos legislativos firmando compromisso com os marcos legais” para as comunicações (senadora Lídice da Mata).

Outras perspectivas
Dos dois fóruns de discussão emergiram preocupações recorrentes, como a relativa ao fenômeno da convergência digital, que “não é só tecnológica, mas de consumo de conteúdos” (María Dolores Souza, do Conselho Nacional de Televisão do Chile), tornando imperiosa a “convergência de ação” dos atores do Estado, do mercado e da sociedade civil (Marta Maurás, vice-presidente do Comitê da ONU sobre os Direitos da Criança).

A troca de ideias evidenciou também desafios, como o relacionado à convergência digital, que vem sendo “usada como argumento por agentes corporativos para eliminar a restrição à propriedade cruzada” (Guillermo Mastrini, Universidade Nacional de Quilmes, Argentina). E apontou caminhos, revelando a existência de parâmetros internacionalmente acordados para subsidiar a estruturação de marcos legais e políticas públicas para o campo no Brasil.

Enfim, foram muitas as perspectivas expostas nos ciclos de debate (ver Entre aspas). Mas uma das que mais chamaram a atenção dos que se dedicam ao estudo das mídias foi a maturidade do pensamento político no País; a clareza demonstrada em relação à falsa dicotomia entre democracia e regulação, que precisava ser enfrentada, porque estava interditando o debate sobre uma ação importante para a consolidação da democracia brasileira.

Entre aspas
“Liberdade de expressão implica em acesso livre à informação, com pluralismo” (FRANK WILLIAM LA RUE, RELATOR DA ONU PARA A LIBERDADE DE OPINIÃO E EXPRESSÃO).

“A política da Classificação Indicativa é uma conquista civilizatória” (José Eduardo Romão, Ouvidor Geral da União – Brasil).

“As redes sociais tiveram importância fundamental no estabelecimento da democracia na Tunísia” (AÍDA MORENO, COORDENADORA DO MOVIMENTO BYRSA – TUNÍSIA).

“É tão evidente o não uso do espaço para a autorregulação que o Estado está sendo chamado pela sociedade a interferir no processo”(VEET VIVARTA, SECRETÁRIO EXECUTIVO DA ANDI – BRASIL).

“O que não se pode fazer off-line não se pode fazer on-line. Então, é dever do Estado proteger crianças e adolescentes também no ambiente digital”(SUSIE HARGRAEVES, PRESIDENTE DA INTERNET WATCH FOUNDATION – REINO UNIDO).

 “As novas tecnologias são uma possibilidade de enfrentar o poder monopolizante do campo da comunicação” (MARIA DO ROSÁRIO, SECRETÁRIA DE DIREITOS HUMANOS – BRASIL).

“É preciso enfrentar o histórico de ‘acordos’ feitos por debaixo da mesa e estabelecer critérios públicos para a concessão de uso do espectro da radiodifusão” (EDISON LANZA, DIRETOR DA CAINFO – URUGUAI).

“Regulação não limita a liberdade de expressão. Pelo contrário. A falta de regulação é que dificulta seu exercício” (MAURO PORTO, FUNDAÇÃO FORD – BRASIL).

“Não há nativos digitais. Saber usar teclas não significa saber usar a mídia [...]. É preciso pensar a inclusão em perspectiva maior que a do acesso a tecnologias” (CRISTINA PONTE UNIVERSIDADE NOVA DE LISBOA – PORTUGAL).

“É importante estimular o protagonismo de crianças e adolescentes, para que se saiba que sentidos estão sendo realmente produzidos a partir do campo da comunicação” (JEAN WILLYS, DEPUTADO FEDERAL – BRASIL).

“A presença tipográfica criou o conceito de infância e a mídia eletrônica o fez desaparecer”(PEDRO HARTUNG, INSTITUTO ALANA – BRASIL).

“A sociedade não dá direito de consumo a amplos segmentos da população, e a publicidade invade os lares e diz que as pessoas valem mais se consumirem”(ÉRIKA KOKAY, DEPUTADA FEDERAL – BRASIL).

“A proteção de crianças e adolescentes deve estar dentro de um contexto amplo de proteção de direitos humanos na internet” (VERIDIANA ALIMONTI, INSTITUTO BRASILEIRO DE DEFESA DO CONSUMIDOR – BRASIL).

_______________
* Suzana Varjão é jornalista e Gerente do Núcleo de Qualificação de Mídia da ANDI – Comunicação e Direitos.
Fonte: Blog da ANDI

quarta-feira, 20 de março de 2013

Inesc e Andi lançam pesquisa Parlamento e Racismo na Mídia



Pesquisa “Parlamento e Racismo na Mídia” lançada hoje, 20/3, pelo Instituto de Estudos Socioeconômicos (Inesc) e a pela Andi - Comunicação e Direitos e direitos traz um retrato da cobertura jornalística sobre a questão racial. O estudo avaliou 401 matérias jornalísticas que vinculam a questão do racismo ao Parlamento de 45 jornais diários, sendo cinco de abrangência nacional e 40 regionais/locais.

O jornal A Tarde, da Bahia, se destacou como o veículo que mais puxa o debate sobre parlamento e racismo na mídia no País. O jornal publicou 51 textos (12,7% do total de notícias analisadas). Em seguida ficaram os veículos de abrangência nacional: O Estado de S. Paulo, com 46 textos (11,5%); o Correio Braziliense, com 32 (8,0%), O Globo,com 25 (6,2%), a Folha de S. Paulo, com 19 (4,7%) e o Jornal do Brasil, com 16 (4,0%).

Segundo Eliana Graça, assessora política do Inesc, o mais importante não é a quantidade das matérias que o jornal publica sobre a temática, mas a qualidade das informações. “O jornal A Tarde surpreende por conquistar a melhor posição em quantidade de matérias e por ser um dos que mais abriram espaço para lideranças que afirmavam a existência da discriminação racial contra a população negra. Do outro lado, temos O Estado de S.Paulo que apesar de estar em segundo no quadro de quantidade se destacou negativamente ao empalidecer a ideia de uma sociedade marcada pelo racismo”, afirma. 

Racismo
O cenário da falta de representação do/a negro/a no parlamento já é desolador. Embora representem mais de 50% da população brasileira, segundo o Censo do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) de 2010, os/as negros/as são minoria no Parlamento brasileiro, representando menos de 10% do total de parlamentares. De acordo com levantamento realizado pela União de Negros pela Igualdade (UNEGRO), dos/as 513 deputados/as federais, somente 43 se reconhecem como negros/as. Dos/as 81 senadores/as, apenas dois são negros/as.

Se por um lado existe uma ausência dos negros/as no Legislativo, a pesquisa demonstra também a dificuldade da mídia em tratar o tema racismo. Mais da metade dos 401 textos analisados (56,1%) não menciona o conceito de racismo. As notícias afastam-se do debate histórico, filosófico, sociológico e antropológico sobre o fenômeno, ainda que abordem mecanismos de combate ao racismo (tais como cotas e legislação na área).

Embora parte significativa das notícias (35,4%) admita a existência do racismo, a grande maioria (83,4%) do noticiário trata de maneira geral a questão da igualdade/desigualdade racial, o que não é o mesmo que tratar de racismo.

Principais temas abordados
A pesquisa também aponta que as temáticas mais abordadas pelo noticiário sobre Parlamento e Racismo na Mídia foram a política de cotas para ingresso de negros em instituições do ensino superior (23,2% de todos os textos) e as comunidades quilombolas (14,5% do total de notícias).

O estudo também traz uma seção especial, que aborda 74 textos, capturados nos dois dias subseqüentes à aprovação do Estatuto da Igualdade Racial na Câmara dos Deputados e no Senado Federal. O objetivo foi examinar o comportamento da imprensa escrita brasileira em relação ao processo de construção e aprovação da lei nas duas casas legislativas.

Saiba mais sobre a pesquisa: A pesquisa tem o intuito de alimentar o debate em torno da sub-representação política dos/as negros/as e de identificar como esse segmento participa do noticiário sobre racismo e igualdade racial publicado pela imprensa no Brasil. Ela analisa 401 textos jornalísticos selecionados do universo de 1.602 matérias da pesquisa Imprensa e Racismo, desenvolvida anteriormente pela Andi.  As matérias são de 45 veículos, sendo cinco de abrangência nacional e 40 de abrangência regional/local. Veja a pesquisa completa aqui

Fonte: INESC

terça-feira, 19 de março de 2013

I Seminário Internacional de Educação, Jornalismo e Comunicação estimula diálogo entre profissionais e acadêmicos





O Instituto Internacional de Ciências Sociais (IICS) promove a chamada de trabalhos para o I Seminário Internacional de Educação, Jornalismo e Comunicação, com inscrições até 22 de julho. O evento acontece nos dias 9 e 10 de setembro, no auditório do IICS, que fica na Rua Maestro Cardim, 370, Bela Vista, em São Paulo. 

Os trabalhos devem ser inéditos e precisam versar sobre temas como: 
Imprensa e educação; 
Economia e educação; 
Direito e educação; e 
Comunicação, tecnologia e educação. 

Os trabalhos serão avaliados por um Comitê Acadêmico e os selecionados serão apresentados durante 10 minutos, no primeiro dia do encontro, às 17h30. O edital completo está disponível em  http://bit.ly/ZGGHKi.

O Seminário Internacional organizado em parceria com as Revistas Educação e Negócios da Comunicação, também está com inscrições abertas para profissionais, pesquisadores, empresas envolvidas no setor da educação, professores e estudantes que estejam interessados em participar do evento. 

O encontro composto por painéis e pela mesa de apresentação de trabalhos reflete sobre a cobertura da Educação realizada pela imprensa brasileira e internacional e busca fomentar o diálogo entre profissionais e acadêmicos ao aproximar a teoria da prática. 

Mais informações e inscrições: http://bit.ly/XZpWhy

Programação

9 de setembro
8h - Credenciamento / Welcome Coffee
8h30 Abertura: Carlos Alberto Di Franco (IICS) e Edimilson Cardial/Rubem Barros (Revista Educação)
8h45 Painel 1: Cobertura jornalística e linhas editoriais sobre educação na América Latina.
Qual é o perfil do jornalista que cobre educação? Quais são as linhas editorias em outros países? Como melhor explorar temas e fontes? Quais são as principais dificuldades encontradas e como lidar?
10h45 Coffee Break
11h Painel 2: Contribuições e desafios derivados da presença de economistas na educação
A economia desempenha um grande papel na educação. É preciso abordar e entender os principais assuntos estratégicos e as principais variáveis da economia que influenciam diretamente a educação e o trabalho do jornalista que cobre o assunto.
13h Intervalo para almoço
14h30 - Painel 3: Direito e judicialização da educação
Quais são os direitos básicos do cidadão e que decisões do Estado inferem diretamente no campo pedagógico da educação?
17h15 – coffee
17h30 Apresentações de trabalhos: os interessados devem inscrever artigos e submetê-los à aprovação da coordenação do evento. Em caso de aprovação, o participante tem 10 minutos de exposição e ao fim compõe uma mesa de debate. Acesse o edital completo.
19h Encerramento do primeiro dia
Dia 10 de setembro
8h30 – Welcome Coffee
9h00 Painel 4: Comunicação, educação e tecnologia
O que a tecnologia tem alterado nos paradigmas educacionais? Para que o jornalista e o docente devem estar preparados? Quais são os desafios pragmáticos e éticos?
11h Coffee Break
11h15 Conferência
13h Encerramento do evento

Afinal, o que é educação para os media?



A escola entre mídias





Os professores da rede municipal de ensino do Rio de Janeiro estão tendo acesso à nova publicação da MultiRio - "A Escola Entre Mídias: Linguagens e Usos", que promove um diálogo sobre os impactos das mídias nas formas de aprender, de ensinar e de conviver...
Acesse em: http://migre.me/dJzX6

Educación y Tecnologías



Confira as entrevistas com especialistas do livro "Educación y Tecnologías - Las voces de los expertos", organizado pelo projeto Conectar Igualdad. Para acessar a publicação online e fazer download, acesse: http://bibliotecadigital.educ.ar/uploads/contents/Conectar_igualdad_educacion_y_tecnologias1.pdf

segunda-feira, 18 de março de 2013

UNESCO y sus partners convoca a los interesados a colaborar en el Foro Global de Socios de Alfabetización mediática


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Unesco y sus partners han hecho un llamado a organizaciones que trabajan en el campo de la alfabetización mediática e informacional (AMI) a colaborar en el Foro Global de Socios de AMI, que tendrá lugar en Nigeria el próximo mes de junio.
La convocatoria se encuentra abierta a ONG, asociaciones, redes, instituciones de formación, organizaciones de medios, cuerpos regulatorios, bibliotecarios y otros proveedores de información que desarrollan su labor en el ámbito de la AMI. 
La respuesta a este llamado supone la contribución a una base de datos global a instituciones y expertos que trabajan en AMI y persigue hacer del encuentro que tendrá lugar en Nigeria una actividad abierta y representativa de las diferentes regiones del mundo. 
La iniciativa parte del trabajo colaborativo de instituciones de las Naciones Unidas como UNAOC, la propia UNESCO y otros actores vinculados al mundo académico o profesional. Según UNESCO, se trata de un encuentro orientado a la creación de redes de trabajo y colaboración, más allá de objetivos meramente académicos.
Para esto, el Foro Global desarrollará articulaciones entre socios específicos capaces de contribuir al desarrollo de la MIL y su impacto a nivel global. Además, el encuentro se propone constituir un espacio de puesta en común para generar visiones voces comunes en torno a aspectos claves como las políticas en el ámbito.
La iniciativa se propone igualmente profundizar en las estrategias para desarrollar una plataforma conceptual común entre las redes que conforman la acción en el campo de la MIL. Este congreso cuenta con el soporte de Arabia Saudí, socio bilateral con una participación significativa en los proyectos de la UNESCO en MILID.

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