sexta-feira, 28 de junho de 2013

O que é Educomunicação?


Na entrevista concedida à Farol MulTV, a coordenadora do curso de Pós-graduação em Educomunicação da FAE, Regina Luque, fala da articulação entre as duas áreas - Educação e Comunicação - e como emergiu uma nova área do conhecimento. 

Conheça o conceito de ecossistema comunicativo, os campos de atuação e o mercado de trabalho para educomunicadores. 

Veja em: http://farolmultimidia.blogspot.com.br/2013/06/o-que-e-educomunicacao_27.html?spref=fb

Profª Maria Immacolata Vassallo de Lopes (USP) é oradora convidada da Conferência Internacional “Interfaces da Lusofonia”

A Conferência Internacional “Interfaces da Lusofonia”, que acontecerá de 4 a 6 de julho na Universidade do Minho, em Braga, Portugal, terá a Professora Maria Immacolata Vassallo de Lopes (Universidade de São Paulo/ Brasil), como oradora convidada. 



A Conferência Internacional "Interfaces da Lusofonia", que se realiza de 4 a 6 de julho, na UMinho (Braga), terá a Professora Maria Immacolata Vassallo de Lopes (Universidade de São Paulo, Brasil), reputada investigadora na área dos estudos de comunicação, como oradora convidada. A organização do evento está cargo do CECS - Centro de Estudos de Comunicação e Sociedade.

A Professora Maria Immacolata Lopes possui graduação em Ciências Sociais pela Universidade de São Paulo; mestrado e doutorado em Ciências da Comunicação pela Universidade de São Paulo; e pós-doutorado na Universidade de Florença, Itália. Atualmente é professora titular da Escola de Comunicações e Artes da USP, São Paulo, Brasil. Tem larga experiência na área de Comunicação, com ênfase em Epistemologia da Comunicação, Teoria da Comunicação e Metodologia da Pesquisa em Comunicação. Ensina e desenvolve investigação principalmente nos seguintes temas: campo da comunicação, recepção da comunicação, ficção televisiva, metodologia da comunicação. Coordena o Centro de Estudos de Telenovela da USP e o Centro de Estudos do Campo da Comunicação da USP. Criadora e coordenadora da rede de pesquisa internacional OBITEL-Observatório Ibero-Americano da Ficção Televisiva e da rede de pesquisa OBITEL-Brasil. Presidente de IBERCOM - Associação Ibero-Americana de Comunicação (2012-2015). Diretora de MATRIZes, Revista do Programa de Pós-Graduação em Ciências da Comunicação da USP. Membro da Comissão Coordenadora do Programa de Pós-Graduação em Ciências da Comunicação da Universidade de São Paulo. Foi representante da área de Comunicação no CNPq (2004-2007). Membro do Conselho Curador da INTERCOM como ex-presidente da entidade. Membro de conselho editorial de periódicos nacionais e internacionais. Publicou numerosos artigos e livros, no Brasil e no estrangeiro. É pesquisadora 1A do CNPq e membro do Conselho Consultivo do CECS.

A Conferência contará ainda com a presença de outros reputados especialistas das áreas das ciências humanas e sociais, que se têm dedicado ao estudo de temas relacionados com a lusofonia, entre os quais destacamos: Ana Carolina Escosteguy (Pontifícia Universidade Católica do Rio Grande do Sul, Brasil), Annabela Rita (Universidade de Lisboa), Armando Jorge Lopes (Universidade Eduardo Mondlane, Moçambique), Cláudia Castelo (Instituto de Investigação Científica Tropical, Portugal), Feliciano Mira (Universidade de Coimbra), Fernando Cristóvão (Universidade de Lisboa), Isabel Ferin Cunha (Universidade de Coimbra, Portugal), Jacinto Rodrigues (professor jubilado - Universidade do Porto), José Carlos Venâncio (Universidade da Beira Interior, Portugal), José Eduardo Franco (Universidade de Lisboa, Portugal), Joseph Straubhaar (Universidade do Texas em Austin, EUA), Juremir Machado da Silva (Pontifícia Universidade Católica do Rio Grande do Sul, Brasil), Luísa Paolinelli (Universidade da Madeira, Portugal), Margarita Ledo Andión (Universidade de Santiago de Compostela, Espanha), Maria Immacolata Vassallo Lopes (Universidade de São Paulo, Brasil), Neusa Bastos (Pontifícia Universidade Católica de São Paulo, Brasil), Paulo Bernardo Vaz (Universidade Federal de Minas Gerais, Brasil), Regina Pires de Brito (Universidade Presbiteriana Mackenzie de São Paulo, Brasil), Rogério Miguel Purga (Universidade Nova de Lisboa, Portugal), Silvino Lopes Évora (Universidade de Cabo Verde, Cabo Verde) e Vera Veiga França (Universidade Federal de Minas Gerais, Brasil).

No âmbito da conferência haverá também mesas redondas com escritores, nomeadamente: Amélia Dalomba (Angola), Filimone Meigos (Moçambique), José Luandino Vieira (Angola), Lupito Feijóo (Angola), Luís Costa (Timor Leste), Miguel Miranda (Portugal), Olinda Beja (São Tomé). Haverá ainda um painel com bloguistas de diversos países da Comunidade de Países de Língua Portuguesa (CPLP).

quinta-feira, 27 de junho de 2013

Jornalismo de qualidade produzido por alunos do primeiro semestre da USP




Os alunos do primeiro semestre de jornalismo da USP começaram a experimentar os primeiros passos na profissão bem cedo, e já produziram o jornal "Notícias do Jardim São Remo".

Um dos temas abordados foi o uso de jornal nas escolas, com entrevista à jornalista Cristiane Parente, Coordenadora Executiva do Programa Jornal e Educação/ANJ e membro da Associação Brasileira de Pesquisadores e Profissionais em Educomunicação - ABPEducom. A matéria foi escrita pelo estudante Dimitrius Pulvirenti. 
O jornal também abordou o trabalho escravo. As alunas Helena Rodrigues e Thaís Matos conversaram com o jornalista Leonardo Sakamoto, fundador da ONG Repórter Brasil e representante na Comissão Nacional para a Erradicação do Trabalho Escravo.
Outros assuntos atuais que os estudantes trouxeram no jornal foram as manifestações em São Paulo e a violência obstétrica no Brasil, sem esquecer dos personagens locais como o cearense Sr. Luis Martins, que conhece como poucos a história de São Remo.
Conheça o jornal NJSR no linkhttp://www.eca.usp.br/njsaoremo/?p=3999.

quarta-feira, 26 de junho de 2013

A imagem do professor na mídia e a carreira docente


"A educação é a base de tudo": os jovens e sociedade sabem disso, mas precisamos tirar implicações da compreensão
Por Richard Romancini - Para o portal NET Educação
Há algumas semanas, a imprensa divulgou resultados de uma pesquisa mostrando o baixo interesse de estudantes de licenciaturas da USP pelo magistério. Esta investigação é antecedida por outros estudos que enfocam temática similar, como o trabalho de Paula Louzano et al. (Quem quer ser professor? Atratividade, seleção e formação docente no Brasil. Estudos em avaliação educacional, n. 47, p. 543-568, 2010) e o de Bernadete Gatti e colaboradoras (A atratividade da carreira docente no Brasil. Estudos e pesquisas educacionais, n. 1, p. 139-209, maio 2010).
Em paralelo, alguns estudos sobre a imagem do professor na mídia têm sido realizados, como os do livro organizado por Adilson Citelli (Educomunicação: Imagens do professor na mídia. São Paulo: Paulinas, 2012).
Existem intersecções entre os temas “imagem do professor na mídia” e “atratividade da docência” que vale a pena explorar, notando, ainda, que a principal justificativa dos estudos sobre o último ponto está relacionada à importância dos professores na qualidade da educação. Exemplo muito citado é o da Finlândia, país no topo das avaliações do PISA desde 2000 e cuja seleção de docentes é feita dentre os 10% de alunos com desempenho mais elevado nas universidades.
A situação brasileira, conforme mostram as pesquisas, é diversa. Fenômeno notável é a escassez de professores, particularmente no ensino médio e das áreas de exatas. Os dados sobre a formação dos professores mostram avanços, como o aumento do índice de professores de ensino fundamental com diploma de ensino superior (20% em 1991, e 60% em 2006), que não se traduziram, porém, em melhor aproveitamento escolar dos alunos. Há uma tendência de mudança no perfil dos estudantes das licenciaturas, com mais alunos oriundos de famílias das classes populares, com formação em escolas públicas, até a graduação, e instituições privadas neste nível.
Um aspecto constatado sobre a percepção dos estudantes – e provavelmente da sociedade como um todo – é que a docência possui uma remuneração baixa, com condições de trabalho ruins e com reconhecimento social menor do que sua importância.
Os sinais de “crise” da profissão docente ultrapassam as fronteiras brasileiras, o que, se não atenua os problemas locais, ao menos indica que há fatores relacionados com mudanças estruturais num âmbito global que a afetam. Um exemplo dessa situação é que, nos Estados Unidos, 30% dos novos docentes desistem da profissão, após três anos, e estes são justamente os que tiveram melhor desempenho acadêmico prévio.
Do ponto vista social e também das subjetividades individuais, o modo como a mídia apresenta uma profissão influencia a percepção sobre esta. Assim, pode ser considerado um dos aspectos que afetam as representações sociais que incidem sobre a atratividade maior ou menos de uma carreira e a escolha de certo projeto profissional. 
Representações do professor
A discussão teórica feita por Adilson Citelli, na introdução do livro mencionado, esclarece que as formações discursivas produzidas pelos meios de comunicação evidenciam determinadas imagens que orientam processos de representação. As representações, por sua vez, envolvem as relações entre os planos da significação, da realidade e as imagens decorrentes; possuem vínculos com a realidade, porém, correspondem a um nível de construção e não de reprodução estrita do mundo. Esse aspecto é submetido a estratégias de disfarce, no discurso midiático.
"A professora" - obra do artista J. Borges,  xilogravurista e cordelista brasileiro.
O autor avança, notando que duas grandes categorias narrativas tendem a representar a figura do professor: uma representação comprovadora e outra de predicação. A primeira é composta, tanto por registros e discursos negativos (falta de preparo dos professores, violência escolar, greves, etc.), quanto pela menção a experiências de sucesso. No âmbito do jornalismo essas representações têm em comum o fato de relegarem a educação e o professor às editorias de polícia ou economia. Na representação predicativa, o discurso não apenas indica sucessos e fracassos, mas também encaminha alternativas. Estas são observadas, nos estudos de caso do trabalho, principalmente a partir dos tecnocratas e administradores, sendo o professor, bem como suas entidades e órgãos de classe, uma exceção dentre os produtores desse tipo de discurso/representação. 
Observa-se, quanto à representação comprovadora, um cruzamento entre o campo midiático e os efeitos da imagem do professor nas falas de alunos do ensino médio pesquisados sobre a profissão docente. Assim como os meios de comunicação tendem a ressaltar a importância da educação, mas dão à mesma um tratamento aligeirado, os estudantes são quase unânimes em falar da relevância dos professores, porém, enxergam a docência, na maioria das vezes, como uma profissão indesejada. Aqui, transparece a contradição existente na imagem que a sociedade brasileira constrói sobre a profissão docente: “ao mesmo tempo em que ela é louvável, o professor é desvalorizado, social e profissionalmente, e, muitas vezes, culpabilizado pelo fracasso do sistema escolar”, conforme observam Gatti e colaboradoras. 
Não por acaso, essas autoras destacam, entre o conjunto de proposições derivadas de sua pesquisa quanto à atratividade da carreira docente, a “necessidade de intervenções midiáticas e outros movimentos que resgatem no imaginário social a valorização do professor e do ensino público”.
O tipo de “intervenção midiática” fica em aberto, no entanto, é certo que os dados das pesquisas apontam para a urgência de imaginar positivamente – no plano das práticas e representações – os professores. Buscar outras vozes para elaborar uma nova representação social da identidade e imagem dos professores, incluindo a dos docentes – pouco ouvidas e divulgadas pelos meios, como mostra o trabalho de Citelli – também será tarefa importante. A própria mídia poderá ser enriquecida nesse processo.
P.S.: alguns dias após a conclusão deste texto, vi em minha linha de postagens do Facebook uma imagem incomum sobre a profissão docente (compatirlhada acima). Trata-se de uma xilogravura do artista e cordelista J. Borges. No trabalho, uma professora de olhar sério e singelo está rodeada de alunos e prováveis pais dos estudantes; à sua esquerda, há um quadro no qual está escrito: “A educação é a base de tudo”. Aparentemente, os jovens e a sociedade brasileira sabem disso, mas precisamos tirar implicações dessa compreensão.

Concurso da UFTO exige especialização em Mídias na Educação




A Universidade Federal de Tocantins recebe, atualmente, inscrições para concurso público que exige, para 5 das 143 vagas oferecidas, formações que tenham, no mínimo, pós-graduação lato sensu em Mídias na Educação. As vagas estão lotadas no curso de Educação do Campo, campus de Arraias, e Letras, campus de Tocantinópolis, com exigência de graduações em Música, Letras/Libras, Pedagogia e Artes Visuais. As inscrições vão até dia 8 de julho.
As jornadas de trabalho para as 5 funções preveem regime de dedicação exclusiva em 40 horas semanais, o que perfaz salário base de R$ R$ 3.597, 57, mais a retribuição por titulação de especialista, de R$ 496,08. Se além da especialização em Mídias na Educação o candidato for mestre, a remuneração agregada adicional será de R$ 1.871,98, somada ao salário base.
Em conformidade com a Medida Provisória nº 614, de 14 de maio de 2013, alterando a lei 12.772, de dezembro de 2012, o docente contratado com o perfil de formação de especialista em Mídias na Educação enquadra-se na Classe A, de Professor Auxiliar. É a partir dessa legislação vigente que as instituições federais podem, desde o início do ano, dependendo da demanda de candidatos com titulação que varia de doutores a portadores somente do diploma de graduação, contratar, em concurso, especialistas com formação lato sensu.
O curso de especialização em Mídias na Educação foi implantado, em São Paulo, numa parceria entre o Ministério da Educação, o NCE/ECA/USP e a Universidade Federal de Pernambuco, e teve a última turma formada no mês de maio de 2013. O concurso da Universidade Federal do Tocantins é o primeiro que exige formação em Mídias na Educação como pré-requisito de inscrição de candidatos.

O link com o edital completo do concurso pode ser acessado no endereço 

Defendida a primeira monografia da Especialização em Educomunicação da ECA/USP



Teve início na tarde do dia 24 de junho as defesas das monogarafias dos alunos que acabam de concluir a primeria edição do curso de Especialização em Educomunicação, promovida pelo Departamento de Comunicações e Artes da ECA/USP. O primeiro trabalho apresentado à banca examinadora, composta pelos professores Maria Cristina Mungioli (orientadora), Ismar de Oliveira Soares (professor do programa) e Gustavo Aloe (comunicador, representando a sociedade) teve como título "Educomunicação para a sustentabilidade: uma experiênciano Programa Jovem Sustentável da Fundação Alphaville", de autoria do aluno Ricardo Jesus Santana.
Com a nota 10 (dez) o trabalho foi recomendado para integrar a programação do V Encontro Brasileiro de Educomunicação, previto para realizar-se no espaço do Memorial da América Latina, em setembro de 2013.
Ao todo, serão apresentadas e defendidas, até do dia 5 de julho, um total de 19 monografias. De acordo com a Profa Maria Cristina Costa, que como como coordenadora do programa, acompanhou a turma ao longo dos dois últimos anos, os textos das monografias, pela qualidade das abordagens e as contribuições tanto para a o entendimento quanto para a aplicação do novo campo às ações educomunicativas no ensino formal e na esfera do terceiroo setor, passam a figurar como bibliografia para as próximas turmas da especialização.

A Educomunicação da TV USP: veja a nova fase do "Quarto Mundo'



Está no ar, pela TV USP, a nova temporada do Programa Quarto Mundo, com formato totalmente reformulado.
Com vinheta e quadros novos, a proposta desta temporada é também mostrar como funcionam os encontros de formação e preparação dos jovens que atuam no Quarto Mundo. O programa, realizado em parceria da TV USP com a Viração Educomunicação, é feito de forma colaborativa, envolvendo adolescentes e profissionais da comunicação na produção do programa.
No programa de estreia, a galera assiste a uma entrevista com o advogado e especialista em Políticas de Segurança Pública, Ariel de Castro Alves, sobre o tema da redução da maioridade penal.

Jovens integrantes do Programa Quarto Mundo se reunem, no espaço da Viração, para discutir a pauta e os procedimentos de coleta e edição do mateiral irá ao ar pela Tv USP.
Outro assunto é a apresentação do Clube de Trocas do Jardim São Luiz, na zona sul de São Paulo. Com falas de moradores, consumidores e vendedores, os adolescentes do programa mostraram como funciona esse espaço, que já está em seu do 24º encontro e acontece no CEU Casa Blanca. Tem meninas no grafite, com a participação de Evelyn Negahamburguer e Tainá Índia, mostrando uma arte maneira no Escadão da Cultura, no Jd. Ibirapuera.

Ainda no programa, uma entrevista com as jornalistas Lilian Romão, da Viração, e Ana Paula Chinelli, da TV USP, que contam como surgiu o projeto Quarto Mundo, em 2008, e com o coordenador do Núcleo de Comunicação e Educação da USP, Ismar de Oliveira Soares, que aborda o trabalho educomunicativo do programa. Tudo isso com a ajuda de jovens ex-quartomundenses.
Imersão

O aluno Guilherme Yazaki, da Licenciatura em Educomunicação, realiza sua experiêbncia de imersão educomunicativa no programa Quarto Mundo. A imersão é uma prática adotada pelo curso para permitir aos alunos uma experiência prática do exercíco da educomunicação.
Saiba mais sobre o Quarto Mundo

Seguem os links relativos ao programa:

1º Programa da atual temporada do Quarto Mundo:

Página oficial do Quarto Mundo no Facebook:

Blog alimentado pelos Quarto-mundenses:

Assista

O programa Quarto Mundo pode ser assistido na NET (canal 11), e na TVA (canais 71 e 187).Na Internet, o programa é acessível no sthttp://www.youtube.com/watch?v=sb8gyFlu09greaming:
Vejas os horários de exibição em junho:
    17/06 - 02:30
    17/06 - 07:00
    17/06 - 19:00
    18/06 - 02:30
    18/06 - 19:00
    19/06 - 02:30
    19/06 - 11:30
    20/06 - 06:30
    20/06 - 22:30
    21/06 - 02:30

sexta-feira, 21 de junho de 2013

O cinema e a reflexão sobre a ditadura militar



Por Cláudia Mogadouro

A história política recente do Brasil tem a marca dos 21 anos de ditadura militar que vigorou entre 1964 e 1985. Faz, portanto, 28 anos que o regime militar terminou, o que não é muito tempo, se pensarmos na perspectiva histórica. Porém, nossos estudantes já nasceram fora desse período e pouco se fala sobre o assunto nas escolas. Certamente, por ser uma história recente, é bem difícil conseguir o distanciamento necessário, além do quê, ainda sentimos claramente as consequências das ações do Estado nesse período, especialmente no que tange a desestruturação do sistema escolar.

Parte da geração de brasileiros hoje com mais de 40 anos tem lembranças dessa fase, ainda que as memórias variem muito, por conta do contexto que viveram e da idade que tinham.

Quem cursava a universidade na virada dos anos 1960 para os 1970, talvez lembre da presença de “infiltrados” na sala de aula, policiais disfarçados de estudantes. Os que viviam fora dos grandes centros urbanos, o mesmo período pode significar uma infância singela, alheia aos principais fatos políticos, até porque a imprensa era censurada. A festa da copa do mundo de 1970, quando o Brasil foi tricampeão mundial, está na memória de muitos brasileiros, parte deles têm também na memória o uso político desta vitória pelo então presidente General Médici.

Continue lendo

(Acima, o filme Hércules 56, no qual participantes do sequestro do embaixador dos EUA no Brasil, Charles Burke Elbrick, em 1969, discutem esse fato e suas implicações.)


Fonte: Blog Mídias na Educação

Curta na escola




O jornalista Julio Worcman, responsável pela gestão dos portais Porta Curtas e Curta na Escola, deu uma entrevista para a revista pré-Univesp. Na matéria (a foto acima é da mesma), ele fala sobre as possibilidades de uso do curta-metragem na escola, notando que esse formato “apresenta diferenciais educacionais importantes quando comparado a outros conteúdos. Um dos motivos seria o de representar nossa sociedade e nossa cultura. Além disso, a qualidade da produção brasileira de filmes nesse formato é reconhecida em todo o mundo por sua excelência. Outro fator importante é que seu formato, de curta duração, torna os conteúdos ideais para uso em sala de aula”. (Fonte: Mídias na Educação)

terça-feira, 18 de junho de 2013

EBC chama jovens para discutir programação



No dia 26 de junho a Câmara Infanto-Juvenil do Conselho Curador da EBC vai abrir uma roda de conversa com os jovens para ouvir sua opinião sobre a programação juvenil da TV Brasil e dos demais veículos da Empresa Brasil de Comunicação. 

A ideia é debater sobre o que jovens e adolescentes querem e precisam assistir, ouvir, ler, produzir, publicar e compartilhar nos meios de comunicação públicos do Brasil.

Quando: Dia 26 de junho
Onde: Espaço Cultural da EBC (Subsolo do Edifício Venâncio 2000, SCS Quadra 8, Bloco B-50. Brasília - DF)
Que horas: Das 9h às 12h30
Com quem: Jovens e adolescentes do DF e de outros estados, comunicadores, integrantes de entidades e instituições da juventude, além de conselheiros, diretores e trabalhadores da EBC.
Outras informações: www.conselhocurador.ebc.com.br 

Entre 26 e 28 de junho Unesco realiza o Global Forum for Partnership on Media and Information Literacy (MIL)




Entre 26 e 28 de junho a Unesco (em parceria com os governos da Arábia Saudita e da Nigeria, Swedish International Development Agency e the United Nations Alliance of Civilizations) realiza o Global Forum for Partnership on Media and Information Literacy (MIL). O evento acontece no Nicon Luxury Hotel, Abuja, Nigeria e o tema é “Promoting Media and Information Literacy as a Means to Cultural Diversity”
(Promover alfabetização para mídia e informação como meio de diversidade cultural).

Alguns dos tópicos que serão discutidos a partir do tema:

  • Contextualizing Media & Information Literacy in Africa’s and the Arab States’ Transformation and Sustainable Development.
  • Conceptualising Cultural Diversity as Media & Information Literacy.
  • Intercultural Dialogue, Journalism Education and Media & Information Literacy.
  • Linguistic diversity and Media and Information Literacy
  • Media and Information in formal and non-formal education in Africa and Arab States: Who, What, Where and How. 
  • Media and Information Literacy & Freedoms: Essentials in an emerging Democracy and for good governance. 
  • Library and Information Science, Teacher Training Education and Media and Information Literacy.
  • Media & Information Literacy for Knowledge Societies.
  • Youth and Children’s Rights in a Changing Information Age: The Role of Media & Information Literacy.
Na medida do possível nosso blog buscará atualizar-se sobre o evento e trará novidades a respeito. A programação segue abaixo. 

Mais informações:

Twitter: MILID Abuja2013 @milidabuja2013; #UNESCOAbjMilid
Facebook: MILID Abuja
Facebook Fan page: MILID Abuja2013


Programme
26 June

  • 08:30 – 9:45 - Registration
  • 10h  - 11h25 - Opening Session
Opening remark: Prof Hassana Alidou, Director of UNESCO Abuja Office
Opening remark: Jordi Torrent, UNAOC
Key Note speaker Prof Idowu Sobowale
Opening remark: Dr Naif Al Romi, Deputy Minister of Education for Development of Saudi Arabia
Opening Ceremony: Honorable Minister Labaran Maku, Federal Ministry of Information of Nigeria

  • 11h25 - 11h30 - Video Showing : UNESCO MIL MILESTONES - MILID WEEK BARCELONA 2012
  • 11h30 - 12h - Cofee Break
  • 12h - 14h - Session One: Contextualizing Media & Information Literacy in Africa’s and Arab States’ Transformation and Sustainable Development / Conference / Moderator: Mrs Diana Senghor, Director of the Panos Institute fo West Africa
  • 12h - 12h15 - Speaker 1: Ms. Nike Olufade, Zonal Director, Nigeria Television Authority - Empowering people through television and radio to drive Africa’s development: What citizens should know and their role to demand quality media 
  • 12h15 - 12h30 - Speaker 2: Ms. Dr. Sola Olorunyomi, Department of Cultural and Media Studies, University of Ibadan - Gender Equality through MIL, Rosemary Okello, Ford foundation (TBS)
  • 12h30 - 12h45 - Speaker 3: Mallam Habib Abba Jato, National Library of Nigeria - Information, Libraries and Development
  • 12h45 - 13h - Speaker 4: Dr Audrey Gadzepko, University of Ghana - Voices and Accountability: A basis for MIL 
  • 13h - 13h15 - Speaker 5: Dr Khalid Alawwad, Member of Shura Council (TBS)
  • 13h15 - 14h - Discussion
  • 14h - 15h30 - Lunch Break
  • 15h30 - 15h35 - Video Showing: “SHE” (on the violence against women in India)
  • 15h35 - 18h - Session Two 


Parallel session: Global Alliance on Partnerships on MIL


Moderator: Alton Grizzle - UNESCO

Conference:  Conceptualising Cultural and Linguistic Diversity as Media & Information Literacy 
Moderator: Dapo Olorunyomi, the Editor in chief of Premium Times Limited in Abuja

  • 15h35 -15h50 - Speaker 1: Mr. Mamadou Koumé, teacher at CESTI - The role of community radio in localising media and information literacy 
  • 15h50 - 16h05 - Speaker 2: Kwame Karikari, Director of the Media Foundation for West Africa - Conflict-sensitive Reporting in West Africa: defining an agenda for intercultural dialogue
  • 16h05 - 16h20 - Speaker 3: Mr. S. M. Shameem Reza, Associate Professor, Department of Mass Communication and Journalism, University of Dhaka - Portrait of a media-and-information-literate journalist: Examples from South Asia
  • 16h20 - 16h35 - Speaker 4:  Ms. Emily Brown, Head, Department of Media Technology, Polytechnic of Namibia - Using MIL as an analytical framework for gender disparities in the media: problems and prospects
  • 16h35 - 16h50 - Speaker 5:
  • 16h50 - 17h30 - Discussion
  • 21h - Dinner and Party

27 June 

  • 10h30 - 12h00 - Parallel session: Global Alliance on Partnerships on MIL           Moderator: Alton Grizzle, UNESCO
  • 10h30 - 12h - Parallel session: Review of Draft MIL Policy and Strategy Guidelines
    Moderators: Chido Onumah, African Centre for Media & Information Literacy
  • 9h - 12h30 - Session Three Intercultural Dialogue, Journalism Education and Media & Information Literacy/ Conference /Moderator: Fackson Banda, UNESCO
  • 09h- 9h15 - Speaker 1:Mrs Marjorie Kyomuhendo Niyitegeka, Journalism and Communication Department, Makerere University - Negotiating linguistic diversity in journalism and journalism education
  • 09h15-09h30 - Speaker 2: Mr Blessing Jona, National University of Science and Technology (NUST) - Teaching media and information literacy as intercultural journalism: preliminary reflections
  • 09h30 - 09h45 - Speaker 3: Ifedayo Daramola, Ph.D Head of Department of Mass Communication University of Lagos - Pedagogical approaches towards religious diversity in journalism schools: the case of Nigeria
  • 09h45 - 10h15 - Speakers 4: Prof. Akinfeleye, Nigeria - Editorial guidelines on intercultural dialogue: initial reflections, Laurent Charles Boyomo, Cameroun
  • 10h15 - 10h30 - Speaker 5: Helena Asamoah-Hassan, University Librarian Kwame Nkrumah University of Science and Technology, KNUST Library (Ghana) - Deploying libraries in promoting intercultural dialogue 
  • 10h30 - 11h30 - Discussion
  • 12h - 12h30 - Cofee Break
  • 12h30 - 12h35  - Video Showing
  • 12h30 - 13h30 - Parallel session: Pan-African Chapter of the Global Alliance on MIL Moderators: Chido Onumah, African Centre for Media & Information Literacy, Oluseyi Soremekun, UNESCO, Abdel Amin
  • 12h35 - 13h55 - Session Four Media and Information in formal and non-formal education in Africa and Arab States: Who, What, Where and How / Conference Moderator: Alton Grizzle, UNESCO
  • 12h35 - 12h55 - Speaker 1: Dorcas Bowler, President of the Association of Caribbean Universities and Research Libraries - Library and Information Science, Teacher Training Education and Media and Information Literacy
  • 12h55 - 13h15 - Speaker 2: Carolyn Wilson, President of the Canadian Association of Media Literacy and Ramon Tuazon, President of the Asia Pacific Information Network - Media and Information Literacy Curriculum for Teachers
  • 13h15 - 13h35 - Speaker 3:Irmgarda Kasinskaite, UNESCO Georges Boade, UNESCO - Measuring and monitoring MIL, MIL indicators
  • 13h35 - 14h - Speaker 4: Chido Onumah, Director African Media and Information Literacy Centre and Carolyn Wilson, President of the Canadian Association of Media Literacy - MIL Policy and Strategy Guidelines 
  • 14h - 15h30 - Lunch Break
  • 15h30 - 15h35 - Video Showing video “buble”
  • 15h30 - 17h - Parallel session: Global Alliance on Partnerships on MIL / Moderator: Alton Grizzle, UNESCO
  • 15h35 - 16h55 Session Five Media and Information Literacy & Freedoms: Essentials for Democracy and good governance / Conference / Moderator: Rania Khaled Al Hussaini, Media Literacy Programme, Doha Centre for Media Freedom, Qatar (TBS)
  • 15h35 - 15h55 - Speaker 1: Lai Oso, Dean School of Communication, Lagos State University, Lagos
  • 15h55 - 16h15 - Speaker 2: MIL in the Arab States
  • 16h15 - 16h35 - Speaker 3: Cherrell Shelley-Robinson, Jamaica - MIL, Freedom of Expression, Freedom of Information and UDHR
  • 16h35 - 17h - Report on the parallel session on the Global Alliance on Partnerships on MIL
  • 17h - 17h30 - Discussion
28 June 2013
  • 9h - 12h - Parallel session: MIL indicators/ Moderators: List of interested partners
  • 9h - 12h - Parallel session: Review of Draft MIL Policy and Strategy Guidelines/ Moderators: Chido Onumah, African Centre for Media & Information Literacy, Alton Grizzle, UNESCO / List of interested partners
  • 9h - 12h30  - Session Six - Media & Information Literacy for Knowledge Societies / Conference /Moderator: Ms Mahasen Al-Emam, Arab women Media Center
  • 9h - 9h20- Speaker 1: Cécile Coulibaly, Library sector, Côte d'Ivoire Youth intercultural exchanges online and in social networks or Experiencing different cultures, virtual vs physical
  • 09h20 -9h40 - Speaker 2: Mr. Ropo Ewenla, Assistant Director, University Media Centre, University of Ibadan
  • 9h40 - 10h - Speaker 3: Dr Olunifesi Suraj, a lecturer in the Department of Broadcasting and Communication Technology, Lagos State University - Converging literacies in knowledge societies
  • 10h - 10h20 - Speaker 4: Ms Nermeen Z. Khedr, Mass communication, Cairo University - MIL for Internet Challenges and Opportunities
  • 10h20 -11h - Discussion
  • 11h -12h30 - Cofee Break
  • 12h30 - 12h35 - Video Showing
  • 12h35 - 14h - Parallel session: MIL indicators / Moderators: Irmgarda Kasinskaite, UNESCO, Georges Boade, UNESCO/ List of interested partners
  • 12h35 - 14h - Parallel session: Pan-African Chapter of the Global Alliance on MIL/ Moderators: Chido Onumah, African Centre for Media & Information Literacy, Oluseyi Soremekun, UNESCO, Abdelhamid Nfissi
  • 12h35 - 13h55 - Session Seven - Youth and Children’s Rights in a Changing Information Age: The Role of Media & Information Literacy / Conference / Moderator: Dr Ibtessam Elgindi, MSA university
  • 12h35 - 13h - Speakers 1: Youth and Media, Fanta Sidibeh, Young People in the Media, Gambia and Rania Khaled Al Hussaini, Media Literacy Programme, Doha Centre for Media Freedom, Qatar
  • 13h - 13h15 - Speaker 2: Dr Victoria Okojie, Librarians’ Registration Council of Nigeria - New types of Libraries for Young People 
  • 13h15 - 13h30 - Speaker 3: Kate Pawelczyk, UNICEF New York, Division of Communication Social and Civic Media Section Enabling Children and Youth and Parents to Claim Rights through MIL 
  • 13h30 - 13h45 - Speaker 5: MIL in Kindergarten, Primary, and Secondary Schools
  • 13h45 - 14h - Discussion
  • 14h - 15h30 - Lunch Break
  • 15h30 - 15h35 - Video Showing 
  • 15h40 - 17h - Closing Session
Conclusions of Debates/ Closing remarks
Speaker 1: Outcomes of Global Alliance for Partnerships on MIL debate
Speaker 2: Outcomes on MIL indicators, review session
Speaker 3: Outcomes of the Review of Draft MIL Policy and Strategy Guidelines
Speaker 4: Remarks from UNESCO national Commission, Mrs. Magdalene Anene-Maidoh Secretary General Nigerian National Commission for UNESCO
Speaker 4: Closing remarks from UNESCO

segunda-feira, 17 de junho de 2013

Industria relanza tvinfancia.es y facilita las reclamaciones ciudadanas de contenidos inapropiados

TV infantil


El Ministerio de Industria, Energía y Turismo ha rediseñado la web www.tvinfancia.es sobre contenidos televisivos e infancia con el objetivo de facilitar la presentación de reclamaciones por parte de los ciudadanos frente a posibles incumplimientos del Código de Autorregulación sobre Contenidos Televisivos e Infancia suscrito por todas las cadenas de ámbito estatal y las autonómicas públicas.
La actualización de este portal forma parte de laspolíticas de protección al menor que impulsa el Gobierno de España, entre cuyas prioridades se encuentra realizar todos los esfuerzos necesarios para que los derechos de los menores se vean salvaguardados. En su desarrollo se han involucrado los operadores de televisión firmantes del Código de Autorregulación y las organizaciones representativas de la sociedad civil relacionadas con la infancia y la juventud integradas en la Comisión Mixta de Seguimiento.
El código establece una serie de principios generales para mejorar la eficacia, dentro de la franja horaria comprendida entre las seis y las veintidós horas, de la protección legal de los menores respecto de la programación televisiva que se emita en dicho horario.
Asimismo y siendo las televisiones firmantes conscientes de que, dentro del concepto de menores utilizado por la legislación vigente, es conveniente diferenciar entre el público infantil y el juvenil, el código contempla unas determinadas franjas de protección reforzada para el público infantil, entendiendo por tal a los menores de doce años. En estas franjas, las televisiones firmantes evitarán la emisión de contenidos inadecuados para esos menores, incrementando, a la vez, la señalización de aquellos para facilitar el control parental.
Posibilidad de denunciar contenidos a través de la web
El nuevo portal presenta de forma directa un formulario de reclamaciones, donde los consumidores pueden informar de forma sencilla y efectiva acerca de aquellos contenidos que, a su juicio, vulneran los derechos del menor. La herramienta también permite a los denunciantes incorporar sus datos personales de contacto para poder realizar un seguimiento de la queja.
Además del contenido del propio Código de Autorregulación, www.tvinfancia.es aloja los informes de evaluación que publica de forma periódica la Comisión Mixta de Seguimiento. Estos documentos recopilan datos de todas las denuncias presentadas por los telespectadores, establecen los motivos más frecuentes de queja y resumen las reclamaciones aceptadas por el Comité de Autorregulación.
La Comisión Mixta de Seguimiento está integrada por operadores de televisión –Atresmedia, Mediaset España, CRTVE, Unidad Editorial, Sociedad Gestora de Televisión Net TV, S.A. y FORTA–; entidades sociales –Consejo de Consumidores y Usuarios (CCU), Confederación Española de Asociaciones de Padres y Madres de Alumnos (CEAPA), Confederación Católica de Asociaciones de Padres de Alumnos y Padres de Familia (CONCAPA) y Plataforma de Infancia–, y la Secretaría de Estado para las Telecomunicaciones y la Sociedad de la Información (SETSI), que desempeña las funciones de secretaría técnica.
Los ciudadanos que accedan a www.tvinfancia.es tienen a su disposición, asimismo, un documento que divulga cuáles son los criterios orientadores para la clasificación de programas televisivos, en función de los contenidos que se consideran aptos para los distintos segmentos de edad.

LinkWithin

Related Posts Plugin for WordPress, Blogger...