quinta-feira, 17 de outubro de 2013

Decisão do MEC de aderir ao livro digital abre espaço de trabalho para educomunicador

De acordo com informações do portal Exame.com, um novo espaço de prática profissional na inteface comunicação/tecnologias da comunicação/educação se abre com a decisão do MEC em dar acesso, a uma significativa parcela de alunos brasileiros, ao livro digital até 2015.

Segundo o portal, o edital para os livros a serem distribuídas em 2015 pelo Programa Nacional do Livro Didático (PNLD) inclui a inscrição de obras multimídia, que reúnam livro impresso e digital. Os novos suportes deverão ter vídeos, áudios, animações, infográficos, mapas interativos, páginas da web e outros objetos que complementarão as informações contidas nos textos escritos. 

O MEC foi motivado a avançar em direção ao livro digital depois das conclusões de um estudo do Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais (Inep), de 2007, que havia concluído que as escolas com acesso à internet apresentavam maior eficiência, que se refletia no desempenho dos estudantes. 

Até o presente momento, o MEC já distribuiu 382.317 tablets. A meta é chegar a 600 mil até o final deste ano. Na primeira etapa, os equipamentos foram destinados a professores de escolas de ensino médio. Apenas o Amapá e o Maranhão não aderiram ao programa. Estão previstos conteúdos de domínio público, outros disponibilizados pelo MEC e pela Khan Academy. Por ano, o ministério investe cerca de R$ 1 bilhão pelo PNLD. 

Ainda quanto aos conteúdos, o coordenador da Campanha Nacional pelo Direito à Educação, Daniel Cara defende um modelo já adotado nos Estados Unidos, o chamado Recursos Educacionais Abertos (REA), por meio do qual o governo compra os direitos autorais das obras. Isso permitiria que os professores tivessem acesso facilitado não apenas a uma obra por disciplina (como ocorre pelo PNLD), mas a todas as disponibilizadas pelo MEC. "O professor pode usar 20, 30 obras, variando em cada aula como achar melhor". O REA consta no Projeto de Lei 1513/2011, em tramitação na Câmara dos Deputados. A Abrelivros adianta que caso o modelo passe a vigorar, deverá ser cobrado um valor adequado à disponibilização do conteúdo. Com informações da Agência Brasil. 


De acordo com o Presidente da ABPEducom, Ismar Soares, a decisão do MEC de aderir ao livro digital abre espaço de trabalho para o educomunicador, levando-se em conta que o tema dos suportes midiáticos para a educação já vem sendo contemplado em cursos voltados à formação do novo profissional, como ocorre na Licenciatura em Educomunicação da ECA/USP.

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