segunda-feira, 16 de junho de 2014

Perfil de Educomunicadores

Esta página sobre o perfil de educomunicadores é uma parceria com os alunos da Licenciatura em Educomunicação do Departamento de Comunicação e Artes (CCA) da Escola de Comunicações e Artes (ECA) da Universidade de São Paulo (USP), de maneira especial do aluno Fábio Nepomuceno que alimenta essa coluna no blog Educomusp e também é sócio fundador da ABPEducom.

Mario Kaplún 
(...) Vocês conhecem quem são ou parecem ser educomunicadores? Inspirado em Celéstin Freinet e Paulo Freire (que aparecerão aqui em próximos posts) e pensando a partir da prática de jornalismo comunitário de sua época, o professor, jornalista e radialista Mario Kaplún (1923-1998) escreveu sobre um novo tipo de comunicação educativa. E ele chamou os atores sociais que a praticam de educomunicadores. O termo “educomunicadores” aparece sem destaque no livro Una Pedagogia de La Comunicación (1998, p. 88 e outras). Mas esse livro é uma atualização de El Comunicador Popular (1985). Em ambos, Kaplún descreve essa personagem (o /a educomunicador@) detalhando sua atuação, mas no livro mais antigo ele é chamado apenas de “facilitador”. Nenhum dos livros de Kaplún foi editado em português, mas o Coletivo de Comunicadores Populares está traduzindo O Comunicador Popular: fato bem de acordo com o tipo de iniciativa que Kaplún tinha e incentivava, de acesso ao conhecimento. 

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Gracia Lopes e o Cala Boca Já Morreu 
Gracia Lopes(...) Na verdade parte desta história de origem começa em 1995, quando o Instituto Gens, empresa de assessoria e consultoria em Educação e Comunicação fundada em 1988 pela Grácia e o filósofo Donizete Soares, fez uma parceria com a Rádio Cidadã, uma emissora comunitária do bairro Butantã em São Paulo. 
Neste projeto foram produzidos programas de rádio com um grupo de crianças, 10 meninos e meninas, de várias escolas. 
Nas palavras da Grácia: “Esse grupo de crianças fazia entrevistas entre si, entrevistas com ouvintes que ligavam para a emissora e gradativamente começavam a fazer entrevistas com especialistas das mais diversas áreas: da política, da saúde, da cultura em geral; eles acabaram dando entrevistas para os meninos. Então devagarinho esses meninos passaram a conseguir conversar sem ter texto decorado, com especialistas. E em menos de seis meses o projeto acabou se configurando e sendo conhecido por toda mídia, que ficou surpresa de ver a capacidade de um grupo de meninos leigos, entre sete e doze anos, darem conta de todas as esferas de um programa de rádio (…)"
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Marcelo Santos e a TV Cedro Rosa 
Marcelo começou a se aproximar da educomunicação quando se tornou POIE (Orientador de Informática Educativa) nas EMEIS (escolas de educação infantil) Eunice dos Santos e Antonio Munhoz Bonilha. Manteve o blog https://apertaqual.wordpress.com/ com relatos de aulas e dicas de atividades. 
A partir das experiências como POIE, criou o site Apertaqual Educação, concretizando seu antigo sonho de compartilhar softwares educativos que desenvolveu (ApertaLetra, ApertaQuem, ApertaEmpresta). 
Na escola Bonilha ele ajudou a professora Ana Paula Escudeiro no projeto Rádio Jacaré FM (ver post anterior nesta série Educomunicadores). 
Inspirado nesta experiência e na Rádio Graciosa, da EMEF Fernando Gracioso, projeto do Programa Nas Ondas do Rádio, desenvolveu na escola Eunice o projeto TV Cedro Rosa em que grupos de alunos com menos de 6 anos produziam reportagens – documentários sobre locais interessantes para serem visitados pelas crianças, seja com a escola, seja acompanhados por seus pais. 
Um dos grandes feitos de uma destas equipes (eram várias) foi entrevistar o mestre de xadrez Kasparov. O vídeo final do projeto é um resumo bem interessante, que da uma ideia de como funcionava a proposta e o quanto era realmente educomunicativa.
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Ana Paula EscudeiroAna Paula Escudeiro e a Rádio Jacaré FM 

A Rádio Jacaré FM da EMEI Antônio Munhoz Bonilha é considerado o primeiro projeto educomunicativo de rádio escolar com esta faixa de idade. Iniciativa da professora Ana Paula Emilio Escudeiro. 
Em depoimento no V Encontro de Educomunicação (2013) ela disse que a ideia da rádio surgiu de forma espontânea, e ela nem sabia dizer com certeza se havia partido dos próprios alunos ou dela na interação com sua turma – Eles estavam pesquisando o tema “jacaré”, devido a uma visita feita ao Zoológico; várias pesquisas e atividades foram produzidas pelas crianças e tiveram a feliz ideia de divulgar e registrar este estudo num programa de rádio.
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Janusz Korczak, defensor das crianças e mártir da educomunicação 

Janusz KorczakJanusz Korczak (1878-1942), polonês de origem judaica, médico, especialista em pediatria, escritor e professor. 
Descrito como um pioneiro do Jornal Escolar, ao lado de Célestin Freinet. 
 “Tanto Freinet quanto Korczak apostaram no jornal impresso como aliado indispensável no processo educacional. Ambos colocaram em prática seus métodos de trabalho na Europa do início do século XX, a partir da insatisfação com o sistema formal de ensino — considerado arcaico e cerceador da liberdade por ambos.
 Freinet e Korczak percebiam que as crianças e os adolescentes tinham necessidade de expressar suas idéias, e quando o faziam apresentavam considerável melhora no rendimento escolar. 
A introdução do jornal impresso no âmbito das salas de aula foi a solução encontrada para dar vazão à criatividade dos alunos. E os resultados mostraram o acerto da decisão” (Sobreiro).
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Paulo Lima e a revista Viração 

Eric Silva, Rappin`Hood, Isabelli Gonçalves e Paulo Lima na Primeira reunião com o UNICEF sobre o projeto Plataforma dos Centros Urbanos, 2007.Vicente de Paulo Pereira Lima, cearense, jornalista, empreendedor social e “sonhalista“, como ele se define (veja vídeo no final deste post) é praticamente modelo do que chamaria de o educomunicador contemporâneo. 
 Desde a adolescência envolvido com comunicação alternativa e a luta para melhorar o mundo, estudou comunicação e como jornalista foi sempre um ativista, ganhando em 2002 o prêmio Jornalista Amigo da Criança (veja o porquê no vídeo citado). 
 Logo em seguida, já em São Paulo, criou com parceiros a Revista Viração, com a proposta de ser um espaço para adolescentes de todo o Brasil escreverem e publicarem com sua própria linguagem para outros adolescentes e quem mais quiser ou precisar ler. 
Tive o prazer de visitar algumas vezes a redação da revista em São Paulo e considero o espaço onde melhor o conceito educomunicação é utilizado no auto-gerenciamento de um grupo com uma proposta de diálogo com a sociedade, buscando sempre promover a transformação positiva.
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Antonia Alves, vocação para a Educomunicação e a educação salesiana 

Antonia Alves PereiraAntonia Alves é jornalista formada em Comunicação Social com habilitação em Jornalismo (UFMT, 2000), especialista em Educação a Distância (Senac-RJ, 2008) e Mestra em Ciências da Comunicação (ECA-USP, 2012). 
 Sua dissertação de mestrado (veja link no seu blog) tratou da incorporação de conceitos e práticas educomunicativas na Rede Salesiana, uma rede de ensino internacional ligada à igreja católica, e que produz seu próprio material didático. 
O professor Ismar de Oliveira Soares é consultor das irmãs Salesianas sobre uso das mídias e da educomunicação. Esta rede, inclusive, promoveu diversos encontros específicos para debater educomunicação.
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Maria Rehder, muita educomunicação e direitos humanos 

Maria Rehder e Hércules Barros com o documento de direitos humanos do continente Africano em mãos durante formação realizada no Kenya em Novembro de 2012Maria Celia Giudicissi Rehder fez jornalismo no Mackenzie, especialização em Educomunicação na ECA e é aluna do mestrado em Direitos Humanos e Democratização do European Inter-University Centre for Human Rights and Democratisation. 
Quando ainda na graduação, participou do pioneiro projeto Educom.rádio. Também trabalhou com o NCE (núcleo de Comunicação e Educação da USP) ajudando a desenvolver páginas com propostas de atividades educomunicativas para o ensino fundamental no projeto Educom.JT (do Jornal da Tarde). 
Além disso trabalhou na Viração (que em breve aparecerá aqui no blog), inclusive coordenando ações no projeto Plataforma dos Centros Urbanos da UNICEF, ajudando a elaborar uma proposta de formação em educomunicação para líderes comunitários de diferentes regiões de São Paulo. Em 2004 foi selecionada para o Projeto Universidades em Timor Leste (PUC-SP, USP e Universidade Presbiteriana Mackenzie), idealizado e coordenado pela professora Regina Helena Pires de Brito. Desde então sua atividade educomunicativa é internacional. 
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Tião Rocha e o Centro Popular de Cultura e Desenvolvimento 

tiao rocha centro de cultura popularTião Rocha, mineiro, nascido em 30/08/1948, é antropólogo, professor e folclorista. Fundou o Centro Popular de Cultura e Desenvolvimento (CPCD) há 24 anos (“é possível fazer Educação sem escola, sem prédio, sem estrutura física ou é possível a gente fazer uma boa escola e uma boa Educação debaixo do pé de manga?“), com uma metodologia de Educação que “incomoda aqueles que não querem sair do lugar”. 
Criou a “pedagogia da roda”, a “aula de cafuné“, fez de um pé de manga uma sala de aula aberta e inventou jogos educativos para ensinar alunos com dificuldades em determinadas áreas. A experiência de Tião foi exportada para países como Moçambique, Angola e Guiné-Bissau, na África, e sua iniciativa foi reconhecida com vários prêmios. 
 Assim como Alemberg Quindins, que já apareceu aqui no blog, Tião é um educador diferente, considerado como empreendedor social, com projetos que captam recursos (ainda que sejam poucos) e consegue inovar no atendimento educativo / formativo / comunicativo. 
E por isso pode ser considerado um educomunicador.
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Roberto Aparici e a UNED 

Roberto Aparici, ao lado do professor Ismar Soares na  primeira aula da disciplina Epistemologia da Educomunicação do curso Educom USP.“A Educomunicação (…) nos apresenta uma filosofia e uma prática da educação e da comunicação fundamentadas no diálogo e na participação que não requer apenas tecnologias, mas também a mudança de atitudes e de concepções. 
Muitos de seus princípios têm sua origem na comunicação dialógica que pregava Paulo Freire” diz Roberto APARICI no livro Educomunicación: más allá Del 2.0, organizado por ele e considerada a primeira obra internacional sobre educomunicação. 
Além do próprio Roberto Aparici (Espanha), podemos ler neste livro educomunicadores pioneiros como Daniel Prieto (Argentina), Mario Kaplún (Uruguai), Jorge Huergo (Argentina), Delia Druetta (México), Ismar de Oliveira Soares (Brasil), Guillerme Orozco (México), Carlos Eduardo Valterrama (Colombia), Maria Tereza Quiróz (Peru); Agustín Matilla, Martín Barbero, José Cabellas Barroso, Carlos Scolari, Joan Ferrés y Prats e Sala Osuna (também da Espanha).
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Alemberg Quindins e a Fundação Casa Grande 

Alemberg Quindins e sua esposa Roseane LimaverdeFrancisco Alemberg de Souza Lima, mais conhecido como Alemberg Quindins, é chamado de Empreendedor Social na matéria “Meninada do Sertão“. 
Músico e eterno curioso, na entrevista feita por Regina Casé em 1997 (ver abaixo) disse que saiu da escola para estudar. 
Junto com sua esposa, a arqueóloga Rosiane Limaverde, fundou a Fundação Casa Grande – Memorial do Homem Kariri. (curta a página no face). Atendendo gratuitamente jovens e crianças de Nova Olinda – CE, com atividades sociais e artísticas, a Fundação Casa Grande ainda se propõe pesquisar e preservar a história do local, documentando sítios arqueológicos e promovendo o Turismo na localidade. 
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Sérgio Bairon e a Produção Partilhada do Conhecimento

Sérgio Bairon (frente) no curso Pedagogia Griô e Produção Partilhada do Conhecimento na USP, dezembro de 2012(...) No produto/hipermídia “Boé Ero Kurireu”, hibridizaram-se um documentário bororo e seus sensos críticos, uma pesquisa acadêmica e um conceito inerente ao processo. 
Essa forma reticular de produzir conhecimento questiona as estrutura rígidas e formais da produção do conhecimento científico, que elege as narrativas acadêmicas como o protagonista do Saber. 
A proposta de Sérgio Bairon, Livre Docente pela Escola de Comunicação e Artes da Universidade de São Paulo, onde da aulas e pesquisa sobre temática Audiovisual e Hipermídia, é fazer um outro tipo de etnografia, onde as comunidades pesquisadas são empoderadas como produtoras de mídia. 
O pesquisador deixa de ser um olhar invasor, para participar da atividades ensinando e criando junto. 
A comunidade pesquisada, seja uma tribo indígena, seja um grupo de descendentes de africanos que preserva a tradição da Coroação dos Reis Congo (veja um dos vídeos), ganha a oportunidade de divulgar de uma outra maneira seus conhecimentos: usando os recursos de mídia e a internet.
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Célestin Freinet, por Mario Kaplún Una pedagogia de la comunicación 


(...)  Na década de 20 do século XX, Célestin Freinet se encontra num dilema, está convencido da necessidade de mudar o sistema de ensino a que seus alunos e ele mesmo estavam submetidos. 
Sentia a necessidade urgente de buscar novas soluções, válidas para suas limitações físicas e eficientes para as crianças. Descobriu os ideólogos da “escola nova” (ou “ativa”) e ficou cheio de esperança. 
No entanto, depois percebeu que suas propostas só eram viáveis para os ricos, para os privilegiados; impossível de ser adaptada para a educação pública de massa.
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Líllian Pacheco e a Pedagogia Griô 

Seria preciso falar sobre outros atores próximos, dos quais destaco seu companheiro Márcio Caíres, Marcelo das Histórias, o mestre Alcides de Lima e o professor Sérgio Bairon (este aparece num post próximo). 
Líllian buscou uma formação diferente daquela oferecida na academia, descobrindo na Educação Biocêntrica de Ruth Cavalcante a expressividade corporal e a atenção com as relações humanas e a harmonia com a natureza.
Atuando junto com Márcio Caíres em comunidades e ONGs que acabaram por se tornar Pontos de Cultura na gestão do Ministro Gilberto Gil, Líllian percebeu a importância de levar os saberes tradicionais, transmitidos oralmente, para dentro a escola e desenvolveu uma pedagogia de mediação deste processo. 
O objetivo da pedagogia Griô é formar ou preparar educadores ou mediadores, também chamados de “Aprendizes Griô”, para ajudarem os mestres de diversas culturas tradicionais a compartilharem seus saberes para as novas gerações dentro das escolas, garantindo a sobrevivência e divulgação destas culturas. São estes mestres os nossos Griôs brasileiros: capoeiras, músicos, repentistas, parteiras, ceramistas, bonequeiros, artistas circenses, curandeiros, contadores de causos, rendeiras, pajés das diversas tribos indígenas, líderes quilombolas…
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Paulo Teles e a Árvore dos Desejos 

Paulo Teles é professor de Graduação em Midialogia e chefe do departamento de Multimeios, Mídia e Comunicação do Instituto de Artes da Unicamp. Músico, exímio na produção de vídeos e animações, foi convidado a realizar e orientar projetos com os alunos do curso de Licenciatura em Educomunicação devido a sua experiência com atividades educomunicativas. 
 Teles atua na área de Comunicação, Arte e Educação, com ênfase em novas interfaces de comunicação, mídias interativas, direção de vídeo e TV, cinema, música, animação digital e analógica, e tecnologia educacional, na qual pruduziu e dirigiu intalações artísticas multimídia e interativas, obras de ficção, documentais, institucionais educativas e comerciais para cinema, TV e institucionais, com trabalhos produzidos e exibidos em vários países. Com ampla vivência também na área de EaD, 
Teles ainda atua na formação de professores e orientação de projetos no Programa Nas Ondas do Rádio da Prefeitura de São Paulo.
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Pedro Markun e a Transparência Hacker 
“Prefiro que as pessoas me definam pelas minhas práticas do que por aquilo que eu me denomino”, disse Pedro Markun em entrevista à Democracia Viva. Qual a relação entre Hacker, Política e Educomunicação (este campo de atuação entre a Educação e a Comunicação)? Ouvindo Pedro Markun falar e vendo a atuação de seu grupo criado em 2009, chamado de Comunidade Transparência Hacker: http://thacker.com.br/, vejo muitos pontos de contato. Uma das propostas do grupo é, com suas habilidades de programação, criarem aplicativos para acessar de forma fácil e até lúdica informações sobre o funcionamento do governo. Markun diz que o Hacker é um curioso, alguém que quer saber, e assim aprende como fazer coisas incríveis. A proposta do seu grupo é utilizar seus talentos para o bem, para abrir as informações e convocar os cidadãos a participarem da gestão, supervisionando os políticos, propondo novas leis e construindo uma nova política.
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Ana Luisa Anker e sua produção colaborativa de animação 
Ana Luisa Anker é professora, com experiência com educação infantil, informática educativa e produção de vídeos. Sua principal (mas não única…) atividade educomunicativa é a orientação da produção de animações colaborativas. 
No site http://www.contosinterativos.com/equipe.html clique na sua imagem e ouça ela própria contar um pouco da sua história e como começou esta atuação.
A convite do professor Ismar de Oliveira Ana Luisa realizou uma imersão educomunicativa com os alunos do curso de Licenciatura em Educomunicação, que produziu a animação “O Resgate” em 2011 (vale a pena clicar para ver). 
Em 2012 o vídeo “Me perdi e me achei no Brasil” foi premiado no 4º Simpósio Hípertexto e Tecnologias na Educação. 
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Carlos Lima e o Programa Nas Ondas do Rádio 

O professor Carlos Alberto Mendes Lima foi radialista, como Kaplún, antes de ser professor de inglês em escolas de ensino fundamental da Prefeitura de São Paulo, na região de São Miguel e Itaim Paulista. 
Nas escolas onde trabalhou desenvolveu projetos de rádio escolar e protagonismo juvenil para promover uma cultura de paz, isso ainda antes do curso Educom.Rádio desenvolvido pelo NCE / USP entre 2002 e 2003. 
 Após o curso, empenhou-se na manutenção do projeto, que se transformou no Programa Nas Ondas do Rádio, do qual é o coordenador, trabalhando no DOT: Diretoria de Orientações Técnicas da Secretaria de Educação. 
 O Nas Ondas do Radio foi pioneiro numa série de propostas que buscam mudar as atividades das escolas públicas do município, ensinar os professores a usarem tecnologias na escola e empoderar os alunos. 
Há, por exemplo, o projeto Imprensa Jovem, em que alunos de ensino fundamental viram repórteres e transformam os laboratórios de informática em agências de mídia.
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Cinthia Gomes, Paola Prandini e Afroeducação 

clique para acessar o portal AfroEducaçãoAs jornalistas Cinthia Gomes e Paola Prandini fundaram a consultoria Afroeducação que propõe um jeito educomunicativo de ensinar e discutir história e cultura afrobrasileira. 
Entre as atividades do projeto, há oficinas para orientar professores a aplicarem a Lei Federal nº 10.639/03, que torna obrigatório este estudo nas escolas. 
Paola Prandini continua seus estudos sobre educomunicação, cursando mestrado sobre o tema na Escola de Comunicação e Artes. 
Sempre relacionando com a cultura negra e com a luta contra os preconceitos. Abaixo, vídeo produzido por alunos do Colégio Passionista São Paulo da Cruz, durante as aulas da Comunidade de Aprendizagem sobre Cultura Negra, sob a orientação de Paola Prandini. 
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 José Soró e Comunidade Cultural Quilombaque 

clique para acessar facebook de SoroJosé Queiroz, 48 anos em 2012, conhecido por Soró, é consultor de desenvolvimento institucional, já tendo participado de projetos educacionais para adolescentes, usando a arte contra a violência. 

O grupo Quilombaque foi formado em 2005 pelos irmãos Dedê, Clevinho e Fofão, e quando Soró encontrou o grupo em 2007: “Aderi imediatamente. Eles possuíam um senso de autonomia, de conhecimento de suas raízes, forte sentimento de identidade, criativos, com uma impressionante capacidade gregária. 
E a surpresa, apesar de mal saberem, a Firmeza Permanente dos Queixadas, ali, vivas. Um original quilombo urbano. O orgasmo do Paulo Freire”.
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Evelyn Kazan e Click Um Olhar de Pirituba 

Evelyn Medeiros Kazan é aluna da primeira turma de Licenciatura em Educomunicação da ECA/USP. Em seu percurso, teve contato com o projeto Idade Midia, desenvolvido por Alexandre Sayad no Colégio Bandeirante, e já relatado em livro. 
Mas a ação da aluna Evelyn que chama atenção por sua característica de replicação. Moradora do bairro de Pirituba, na periferia de São Paulo, ela teve contato com a proposta de uso de mídias na educação de Sayad em oficinas desenvolvidas nos CEUs da rede municipal de educação. Gostou tanto da proposta que resolveu continuar estudando o tema e entrou no recém-criado curso de educomunicação da USP. 
Buscou orientação para conseguir financiamento do programa VAI da Prefeitura de São Paulo e criar seu próprio projeto de jornalismo comunitário: o Click Um Olhar Curioso sobre o Mundo. 
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Mauro e o Mutirão Cultural Imargem do Grajaú 

Tal como Kaplún, o artista plástico Mauro Sérgio Neri da Silva (nascido em 1981) gosta dos neologismos juntando termos que se relacionam de forma sutil. Imagens da Margem deu o projeto “Imargem”. 
Uma intervenção para grafitar e embelezar uma comunidade é chamada de” ManiFestão”. Tudo ação dos Agentes Marginais, com a palavra “marginal” também cheia de sentidos, estando na periferia, na margem do sistema e próximos da represa. 
Um nome que representa vários grupos de artistas e ativistas da região de Grajaú, zona sul de São Paulo. Alguns interpretam o grafite como uma arte reacionária, que em vez de esperar pacificamente ser buscada nos museus e livros, se oferece obrigatoriamente nos espaços. Invade os muros. 
A proposta do projeto Imargem esta bem longe desta violência. Aliás, apresenta-se como diálogo com as comunidades, e por isso, pode ser considerada educomunicativa. 
Além de levar beleza grátis para as pessoas das ruas e das comunidades, seus grafite e esculturas buscam resgatar memórias do espaço e disseminar mensagens educativas, principalmente sobre ecologia e meio ambiente.
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