quinta-feira, 21 de maio de 2015

ABPEducom participa de debate sobre publicidade infantil na ABRAL

Claudemir Viana e Cristina Uchôa (primeiros à esquerda)
levam a ABPEducom à discussão na ABRAL
O professor Claudemir Edson Viana e a jornalista e advogada Cristina Uchoa, membros da ABPEducom, participaram, no dia 20 de maio, em São Paulo de debate promovido pela ABRAL - Associação Brasileira de Licenciamento, sobre os limites da propaganda infantil.

O convite à ABPEducom foi motivado pelo tratamento dado ao tema durante o V Encontro Brasileiro de Educomunicação, de 2013. As perguntas feitas aos representantes da Associação foram: "Como a Educomunicação compreende a recepção crítica das crianças em relação à propaganda? Quais os ajustes necessários para se aprimorar essa relação?".

Os representantes da ABPEducom defenderam a necessidade de se promover processos educomunicativos de relacionamento do público infantil com o sistema midiático, fortalecendo práticas que permitam às novas gerações que promovam suas próprias resistências ao processo manipulatório presente na publicidade infantil.

Cobertura fotográfica deste debate no site da ABRAL.



Eduque sem Medo
O mesmo tema foi objeto de debate, no Rio de Janeiro, no dia 27 de fevereiro, momento em que a diretora-presidente da ABRAL, Marici Ferreira, participou de um painel sobre publicidade e Licenciamento de Produtos para Crianças. Na mesa também estavam presentes o CEO do Instituto Alana, Marcos Nisti, o diretor e produtor Guilherme Fiuza e como moderadora da mesa, a diretora Carla Camurati. Na ocasião, a ABRAL apresentou o projeto Eduque sem Medo, que incentiva mães e pais a educarem os filhos. “Somos contra abusos e a favor do controle da publicidade infantil, mas contra a proibição, pois delegar questões de caráter educativo ao estado ou orgão estatal confere características ditatoriais ao poder público”, explicou a presidente da entidade. “Acreditamos em educação”, reforçou Marici.

No debate, o representante do Alana frisou que a entidade tem pleiteado a aplicação de diretos garantidos já na Constituição de 1988 e no Código do Consumidor, documento por sua vez publicado em 1990. “O artigo 227 da Constituição Federal garante prioridade absoluta para os interesses das crianças e adolescentes. E que família, estado e sociedade tem responsabilidades para com eles”. O CDC por sua vez proíbe a publicidade abusiva, que se aproveita da deficiência de julgamento de crianças até os seus 12 anos. “As garantias estavam lá, mas não se fez nada até muito tempo depois. Jogamos essa conversa para debaixo do tapete”, disse Nisti.

O cineasta Guilherme Fiuza, com experiência em obras para o público infantil – como o longa O Menino no Espelho, 2014 – refletiu sobre a importância de se valorizar a educação sem excesso de posses e marcas. “Fomos nós, adultos, que tiramos as crianças das brincadeiras de rua. Nós tiramos o espaço deles e no lugar demos tablets. Não sou contra você vestir a camiseta do seu heroí, seja o Mickey ou o Che Guevara, mas sou contra essa publicidade que martela na criança a necessidade de se comprar, comprar e comprar”.

Mais informações sobre o projeto Eduque sem medo, no facebook: https://www.facebook.com/EduqueSemMedo

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