sábado, 20 de fevereiro de 2016

Conselho de Comunicação discutirá educomunicação, em novembro de 2016

Crédito: Floriano Rios - MTb 04069
Professor Ismar propõe Comunicação/Educação
como tema para debate no plenário do CCS
Crédito: Floriano Rios
O plenário do Conselho de Comunicação Social do Congresso Nacional deliberou, em sua reunião ordinária de 15 de fevereiro de 2016, que o tema da Comunicação/Educação será incluído na pauta do encontro previsto para 7 de novembro de 2016. A proposta foi apresentada pelo Conselheiro Ismar de Oliveira Soares e aceita por unanimidade.

O CCS reúne-se regularmente uma vez por mês, ocasião em que, além dos temas em pauta, os membros do colegiado têm ocasião de tomar parte, em horário específico, de seminários sobre temas de interesse para a sociedade e o Congresso, com a presença de especialistas. No caso do encontro previsto para novembro, um dos possíveis convidados será o representante da UNESCO no IV Global Media and Information Literacy Week, a ser celebrado em São Paulo, com a participação da ABPEducom, entre 3 e 5 de novembro.


Migração da frequência AM para FM

O tema em debate no dia 15 de novembro relacionou-se à migração das emissoras AM para FM. O painel que discutiu o tema foi constituido por Roberto Pinto Martins, Secretário de Serviços de Comunicação Eletrônica do Ministério das Comunicações; Rodrigo Zerbone Loureiro, Conselheiro da Agência Nacional de Telecomunicações – Anatel; Daniel Pimentel Slaviero, Presidente da Associação Brasileira de Emissoras de Rádio e Televisão – Abert; e Nélia Del Bianco, representante do grupo de pesquisadores de radiodifusão da Sociedade Brasileira de Estudos Interdisciplinares da Comunicação – Intercom.

Debate sobre rádio contou com a presença da Intercom

A partir de 25 de fevereiro, as primeiras emissoras de rádio em amplitude modulada (AM) devem começar a migrar para a frequência modulada, ou FM. Os valores para a miração vão de R$ 30 mil (emissoras de pouco alcance no interior do pais) a R$ 4,5 milhões (emissoras de grande potência, nas capitais dos estados).

O diretor-geral da Associação Brasileira de Emissoras de Rádio e TV (Abert), Luis Roberto Antonik, disse no debate que, embora as ondas AM apresentem grande alcance, possuem frequência muito baixa, o que as sujeita à interferência causada por equipamentos eletrônicos. Além disso, a antena da rádio AM não consegue alcançar telefones e outros dispositivos móveis. Segundo ele, atualmente 10% da audiência do rádio vem de celulares.

A professora da Universidade de Brasília (UnB), Nélia Del Bianco, explicou que uma pesquisa feita por essa universidade sobre a migração da AM para a FM mostrou que a experiência do rádio com a transmissão simultânea na FM já acontece na maioria das emissoras. Além disso, algumas delas estão preocupadas em renovar a plasticidade da rádio, trocar alguns locutores para produzir uma sonoridade mais leve e dinâmica. Também pesquisadora da Sociedade Brasileira de Estudos Interdisciplinares da Comunicação (Intercom), Nélia esclareceu que essa instituição defende a digitalização da rádio, mas, como isso se mostrou inviável no curto prazo, passou a defender também a migração da AM para FM.


O Jornal do Senado dedicou toda a página 7 da edição de 16 de fevereiro para documentar os debates ocorridos no plenário do CCS. Acesso:
<http://www12.senado.gov.br/jornal/edicoes/2016/02/16/jornal.pdf#page=1>

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