quarta-feira, 27 de abril de 2016

Educomunicação no Lar das Crianças, projeto de intervenção da ABPEducom avança na instituição

Luiz Altieri com a turma no laboratório
O projeto educomunicativo está em sua segunda etapa

A ABPEducom vem desenvolvendo práticas educomunicativas junto a cerca de 80 crianças e jovens atendidos no contra turno das aulas pela Instituição Lar das Crianças, situada na região de Santo Amaro, na capital de São Paulo . O objetivo principal do projeto é colaborar de forma ampla para o projeto político pedagógico da instituição, cujo compromisso é promover valores como solidariedade e gratidão, diálogo e respeito entre os atendidos. Para ajudar, a ABPEducom vem promovendo o projeto Jovens Comunicadores, organizado em três etapas: conhecendo, experimentando, produzindo, para ser executado até final de junho.


Abraço de despedida no Bruno
de uma das turmas
Portanto, estamos atuando num contexto de ensino não-formal, embora haja uma cultura escolar bastante forte entre as pessoas. Por isso, a ABPEducom foi convidada (e desafiada) a colaborar para o processo de mudanças significativas que a instituição vem promovendo. Assim, demos inicio às atividades com as crianças e jovens no final de fevereiro, com equipe inicial formada pelo prof. Claudemir Viana, secretario executivo da ABPEducom, profa. Jurema Brasil Xavier, do CCD - Conselho Científico Deliberativo da ABPEducom, e os associados Bruno Ferreira e Luiz Altieri que atuaram na ponta, como educomunicadores.

O primeiro mês foi dedicado ao processo de aproximação para que fossemos acolhidos e passássemos a interagir com o contexto do Lar. Logo de início, vimos que o desafio seria bastante grande, pois iriamos mexer com praticas arraigadas ao mesmo tempo em que propúnhamos atividades relacionadas a processos comunicacionais, apontando logo de inicio turmas de crianças e de jovens com exercícios relacionados a uma midia como imprensa, radio, ou audiovisual. Assim, ao lado de experimentações de produções já desde os primeiros encontros, foram sendo utilizados recursos tecnológicos disponíveis para tratar de assuntos do interesse de cada grupo, bem como da própria instituição, e a fazerem exercícios de expressão, de apresentação, de construção de histórias em formas relacionadas à mídia indicada para cada turma. Foi assim que os menores, de 8 e 9 anos passaram a cuidar do Mural que existe no corredor de entrada da instituição, onde há um grande fluxo de pessoas. Com estas turmas, os educomunicadores Bruno e Luiz desenvolveram atividades com práticas de produção individual e coletivas, procurando usar o diálogo o máximo possível, embora nem sempre fosse fácil. Uma das atividades de sucesso foi o Caça ao Tesouros.




A esquerda, crianças numa atividade lúdica, e a direita, uma roda de conversa no patio

As turmas dos maiores, jovens entre 10 e 13 anos, estão explorando recursos do audiovisual, embora haja bastante diferença entre a turma da manha com a da tarde em termos de convívio. Por isso, nem sempre o diálogo era conseguido como se desejava. Foi assim que fortalecemos a exploração de dinâmicas, estratégias lúdicas para conseguirmos avanços nos demais aspectos do processo, como o de aprender a ouvir o outro, a dialogar, a respeitar o outro, a esperar sua vez, e assim por diante. Para tanto, a pedagoga Rosana Moraes passou a integrar nossa equipe, exercendo importante papel de articuladora e apoio pedagógico aos educomunicadores.



Rosana Moraes com uma das turmas de radio no laboratório.

Já com as turmas de mais idade, jovens entre 14 e 17 anos, pôde-se explorar o dialogo e as experimentações com produções de audiovisual e radio desde o início, com avanços no debate sobre temas contemporâneos e de interesse deles, como uso das redes sociais, impeachment, questões de gênero, sexualidade, violência.

A partir de abril, o projeto passa a explorar as expressão comunicativa através das artes (uma das áreas de intervenção da Educomunicação), com o ingresso da associada Rose Tomitsuko no projeto. Rose é arte-educadora com formação em teatro na EAD (USP), e tem grande experiência em projetos nesta área de intervenção (Tomits) . Com ela, e para que as dinâmicas possam ocorrer com grupos numerosos, também virá mais um monitor de sua equipe, ou mais. O projeto logo receberá, ainda, alunos da Licenciatura em Educomunicação para observação e apoio, por meio do Programa de Imersões daquele curso e da parceria com a ABPEducom.



Rose Tomits em atividades com uma turma de crianças do Lar

Assim, estamos trabalhando neste momento no projeto de práticas de convívio entre as diferenças com respeito, de respeito às normas combinadas, explorando jogos cooperativos e colaborativos, exercícios teatrais dentre outras estratégias. Com os grupos de radio e audiovisual, onde a integração e colaboração são práticas mais presentes, o período de experimentação avança na produção midiática, bem como de uma educação política e cultural mais significativa para eles. Em maio e junho, está prevista a 3a. etapa do projeto em que os grupos deverão avançar na produção midiática de forma coletiva e colaborativa nas três mídias escolhidas.

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